terça-feira, 21 de dezembro de 2010

NATAL A FESTA DA VIDA




O Natal é a maior de todas as festas. É a boa notícia vinda céu. É Deus entrando na nossa história. É o eterno entrando no tempo. É Deus vestindo a nossa pele e calçando as nossas sandálias. É o Verbo se fazendo carne para habitar entre nós cheio de graça e de verdade. O primeiro Natal foi comemorado com música nos céus de Belém. O anjo de Deus anunciou aos pastores: "Não temais, eis que vos trago boa nova de grande alegria e o que será para todo o povo. É que hoje vos nasceu na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor".
Essa mensagem aponta para a centralidade de Cristo. Ele é o Salvador prometido. Ele é o Messias esperado. Ele é o Senhor do Universo. Imediatamente após essa proclamação angelical, os céus se cobriram de anjos e uma música encheu a terra: "Glória a Deus nas maiores alturas e paz na terra entre os homens a quem ele quer bem". O Natal trouxe glória a Deus e paz aos homens. O Natal une céus e terra nessa maior de todas as celebrações.

Precisamos resgatar hoje o verdadeiro sentido do Natal. O Natal está perdendo seu conteúdo essencial. O Natal não é Papai Noel. Não é comércio nem mesmo festas gastronômicas. O Natal não é troca de presentes nem encontros de congraçamento. Natal é a festa da salvação. Natal é Deus revelando a nós seu amor infinito, pois ele amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito. Deu-o não àqueles que mereciam seu amor. Deu-o a nós pecadores. Deu-o não como nosso exemplo, mas como sacrifício pelo nosso pecado.

Quando Jesus nasceu em Belém, não havia lugar para ele. Foi nascer numa estrebaria. Hoje, também, estamos ocupados, com muitas coisas. Corremos demais e refletimos pouco. Hospedamos muitas coisas em nosso coração e não temos lugar para Cristo. Precisamos rever nossa vida, nossa agenda, nossas prioridades. Jesus precisa ocupar o primeiro lugar em nossa vida. Ele precisa ser o primeiro. Ele precisa ser o amado da nossa alma. Só assim, conheceremos o verdadeiro sentido do Natal e nos deleitaremos em Deus, e em sua gloriosa salvação.

Rev. Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Vem aí o Kit Homofobia!



Ele ainda nem foi lançado oficialmente. Mas um conjunto de material didático destinado a combater a homofobia nas escolas públicas promete longa polêmica.
Um convênio firmado entre o Ministério da Educação (MEC), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), e a ONG Comunicação em Sexualidade (Ecos) produziu kit de material educativo composto de vídeos, boletins e cartilhas com abordagem do universo de adolescentes homossexuais que será distribuída para 6 mil escolas da rede pública em todo o país do programa Mais Educação. Parte do que se pretende apresentar nas escolas foi exibida ontem em audiência na Comissão de Legislação Participativa, na Câmara. No vídeo intitulado Encontrando Bianca, um adolescente de aproximadamente 15 anos se apresenta como José Ricardo, nome dado pelo pai, que era fã de futebol. O garoto do filme, no entanto, aparece caracterizado como uma menina, como um exemplo de um travesti jovem.
Em seu relato, o garoto conta que gosta de ser chamado de Bianca, pois é nome de sua atriz preferida e reclama que os professores insistem em chamá-lo de José Ricardo na hora da chamada. O jovem travesti do filme aponta um dilema no momento de escolher o banheiro feminino em vez do masculino e simula flerte com um colega do sexo masculino ao dizer que superou o bullying causado pelo comportamento homofóbico na escola. Na versão feminina da peça audiovisual, o material educativo anti-homofobia mostra duas meninas namorando. O secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC, André Lázaro, afirma que o ministério teve dificuldades para decidir sobre manter ou tirar o beijo gay do filme. “Nós ficamos três meses discutindo um beijo lésbico na boca, até onde entrava a língua. Acabamos cortando o beijo”, afirmou o secretário durante a audiência.
O material produzido ainda não foi replicado pelo MEC. A licitação para produzir kit para as 6 mil escolas pode ocorrer ainda este ano, mas a previsão de as peças serem distribuídas em 2010 foi interrompida pelo calor do debate presidencial. A proposta, considerada inovadora, de levar às escolas públicas um recorte do universo homossexual jovem para iniciar dentro da rede de ensino debate sobre a homofobia esbarrou no discurso conservador dos dois principais candidatos à Presidência. O secretário do MEC reconheceu a dificuldade de convencer as escolas a discutirem o tema e afirmou que o material é apenas complementar. “A gente já conseguiu impedir a discriminação em material didático, não conseguimos ainda que o material tivesse informações sobre o assunto. Tem um grau de tensão. Seria ilusório dizer que o MEC vai aceitar tudo. Não adianta produzir um material que é avançado para nós e a escola guardar.” Apesar de a abordagem sobre o adolescente homossexual estar longe de ser consenso, o combate à homofobia é uma bandeira que o ministério e as secretarias estaduais de educação tentam encampar.
Pesquisa realizada pelas ONGs Reprolatina e Pathfinder percorreram escolas de 11 capitais brasileiras para identificar o comportamento de alunos, professores e gestores em relação a jovens homossexuais. Escolas de Manaus, de Porto Velho, de Goiânia, de Cuiabá, do Rio, de São Paulo, de Natal, de Curitiba, de Porto Alegre, de Belo Horizonte e de Recife receberam os pesquisadores que fizeram 1.406 entrevistas. O estudo mostrou quadro de tristeza, depressão, baixo rendimento escolar, evasão e suicídio entre os alunos gays, da 6ª à 9ª séries, vítimas de preconceito.
“A pesquisa indica que, em diferente níveis, a homofobia é uma realidade entendida como normal. A menina negra é apontada como a representação mais vulnerável, mas nenhuma menina negra apanha do pai porque é pobre e negra”, compara Carlos Laudari, diretor da Pathfinder do Brasil.
Texto de Josie Jeronimo

UNIVERSIDADE MACKENZIE: EM DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO RELIGIOSA.



A Universidade Presbiteriana Mackenzie vem recebendo ataques e críticas por um texto alegadamente “homofóbico” veiculado em seu site desde 2007. Nós, de várias denominações cristãs, vimos prestar solidariedade à instituição. Nós nos levantamos contra o uso indiscriminado do termo “homofobia”, que pretende aplicar-se tanto a assassinos, agressores e discriminadores de homossexuais quanto a líderes religiosos cristãos que, à luz da Escritura Sagrada, consideram a homossexualidade um pecado. Ora, nossa liberdade de consciência e de expressão não nos pode ser negada, nem confundida com violência. Consideramos que mencionar pecados para chamar os homens a um arrependimento voluntário é parte integrante do anúncio do Evangelho de Jesus Cristo. Nenhum discurso de ódio pode se calcar na pregação do amor e da graça de Deus.


Como cristãos, temos o mandato bíblico de oferecer o Evangelho da salvação a todas as pessoas. Jesus Cristo morreu para salvar e reconciliar o ser humano com Deus. Cremos, de acordo com as Escrituras, que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Somos pecadores, todos nós. Não existe uma divisão entre “pecadores” e “não-pecadores”. A Bíblia apresenta longas listas de pecado e informa que sem o perdão de Deus o homem está perdido e condenado. Sabemos que são pecado: “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, rivalidades, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias” (Gálatas 5.19). Em sua interpretação tradicional e histórica, as Escrituras judaico-cristãs tratam da conduta homossexual como um pecado, como demonstram os textos de Levítico 18.22, 1Coríntios 6.9-10, Romanos 1.18-32, entre outros. Se queremos o arrependimento e a conversão do perdido, precisamos nomear também esse pecado. Não desejamos mudança de comportamento por força de lei, mas sim, a conversão do coração. E a conversão do coração não passa por pressão externa, mas pela ação graciosa e persuasiva do Espírito Santo de Deus, que, como ensinou o Senhor Jesus Cristo, convence “do pecado, da justiça e do juízo” (João 16.8).


Queremos assim nos certificar de que a eventual aprovação de leis chamadas anti-homofobia não nos impedirá de estender esse convite livremente a todos, um convite que também pode ser recusado. Não somos a favor de nenhum tipo de lei que proíba a conduta homossexual; da mesma forma, somos contrários a qualquer lei que atente contra um princípio caro à sociedade brasileira: a liberdade de consciência. A Constituição Federal (artigo 5º) assegura que “todos são iguais perante a lei”, “estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença” e “estipula que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”. Também nos opomos a qualquer força exterior – intimidação, ameaças, agressões verbais e físicas – que vise à mudança de mentalidades. Não aceitamos que a criminalização da opinião seja um instrumento válido para transformações sociais, pois, além de inconstitucional, fomenta uma indesejável onda de autoritarismo, ferindo as bases da democracia. Assim como não buscamos reprimir a conduta homossexual por esses meios coercivos, não queremos que os mesmos meios sejam utilizados para que deixemos de pregar o que cremos. Queremos manter nossa liberdade de anunciar o arrependimento e o perdão de Deus publicamente. Queremos sustentar nosso direito de abrir instituições de ensino confessionais, que reflitam a cosmovisão cristã. Queremos garantir que a comunidade religiosa possa exprimir-se sobre todos os assuntos importantes para a sociedade.


Manifestamos, portanto, nosso total apoio ao pronunciamento da Igreja Presbiteriana do Brasil publicado no ano de 2007 [LINK http://www.ipb.org.br/noticias/noticia_inteligente.php3?id=808] e reproduzido parcialmente, também em 2007, no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie, por seu chanceler, Reverendo Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes. Se ativistas homossexuais pretendem criminalizar a postura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, devem se preparar para confrontar igualmente a Igreja Presbiteriana do Brasil, as igrejas evangélicas de todo o país, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Congregação Judaica do Brasil e, em última instância, censurar as próprias Escrituras judaico-cristãs. Indivíduos, grupos religiosos e instituições têm o direito garantido por lei de expressar sua confessionalidade e sua consciência sujeitas à Palavra de Deus. Postamo-nos firmemente para que essa liberdade não nos seja tirada.


Este manifesto é uma criação coletiva com vistas a representar o pensamento cristão brasileiro.
Para ampla divulgação.


Portal da Igreja Presbiteriana do Brasil
www.ipb.org.br
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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

SE EU FOSSE PROFETA...


Se eu fosse profeta, eu diria que a disputa pela presidência do país, agora no 2º turno, será de extrema hipocrisia.

Eu diria que candidatos que sempre foram favoráveis ao aborto, agora se declararão contrários.

Eu diria que candidatos ateus se proclamarão cristãos e simpatizantes do povo evangélico.

Eu diria que pastores e padres aparecerão na propaganda política eleitoral defendendo a fé do seu candidato.

Eu diria que candidatos se assessorarão de pastores e tornarão isto público para tentarem obter o voto dos fiéis.

Eu diria que candidatos visitarão as principais denominações evangélicas do país, como se religiosos fossem.

Eu diria que o Presidente da República aparecerá no horário político eleitoral falando de Deus e dizendo que confia Nele.

Eu diria que um candidato prometerá a criação de um ministério religioso formado por representantes de diversas igrejas.

Eu diria que favores começarão a ser oferecidos a líderes religiosos em troca de apoio político.

Eu diria que líderes religiosos venderão sua honra e respeito em troca de fama e prestígio.


“... já não há homens piedosos; desaparecem os fiéis entre os filhos dos homens. Falam com falsidade uns aos outros, falam com lábios bajuladores e coração fingido. Corte o SENHOR todos os lábios bajuladores, a língua que fala soberbamente, pois dizem: Com a língua prevaleceremos, os lábios são nossos; quem é senhor sobre nós?” Salmo 12.1-4

“... porque todos eles são adúlteros, são um bando de traidores; curvam a língua, como se fosse o seu arco, para a mentira; fortalecem-se na terra, mas não para a verdade, porque avançam de malícia em malícia e não me conhecem (...) Cada um zomba do seu próximo, e não falam a verdade; ensinam a sua língua a proferir mentiras; cansam-se de praticar a iniqüidade. Vivem no meio da falsidade; pela falsidade recusam conhecer-me, diz o SENHOR.” Jeremias 9.1-9
Texto: Rev. Ageu Magalhães

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Evangélicos e "evangélicos"



O Censo Demográfico realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2000 indicou a presença de 26 milhões de evangélicos em nosso país. Muito embora o termo “evangélico” designe todos aqueles que freqüentam igrejas cristãs não-católicas, verificando com mais acuidade perceberemos que há grande variação de princípios e práticas dentro do que se entende como igreja evangélica no Brasil e no mundo. Limitaremos este texto a três grandes divisões dentro do evangelicalismo atual, a saber, igrejas Históricas, Pentecostais e Neo-Pentecostais.

1. Diferenças quanto à origem
As igrejas evangélicas históricas tiveram início na Reforma Protestante do século 16, ocorrida na Europa e irradiada para quase todo o Ocidente. Na época, final da Idade Média, alguns religiosos passaram a protestar contra os erros da Igreja Católica Apostólica Romana, comportamento que lhes trouxe a designação “protestantes”. Os erros principais que os protestantes denunciavam eram o comércio das indulgências (perdão concedido pela Igreja em troca de dinheiro), a imoralidade clerical e o tribunal da Santa Inquisição, tribunal que condenava qualquer idéia, mesmo fora da esfera religiosa, que não estivesse de acordo com o pensamento oficial católico. Do movimento de Reforma Protestante descendem as igrejas Presbiterianas, Congregacionais e Batistas.
As igrejas evangélicas pentecostais tiveram seu surgimento, basicamente, no início do século 20. A data mais lembrada é a de 1906 quando, na Rua Azusa, em Los Angeles, nos EUA, iniciou-se o chamado “movimento pentecostal” nome derivado do evento bíblico em que o Espírito Santo desceu sobre sua Igreja. O movimento pentecostal crê na continuidade dos dons neo-testamentários tais como, falar em línguas estranhas, ter visões, revelações e profecias. As principais igrejas originárias do movimento pentecostal são a Assembléia de Deus, a Congregação Cristã no Brasil, a Igreja Pentecostal o Brasil para Cristo, a Deus é Amor e a Igreja do Evangelho Quadrangular.
As igrejas evangélicas neo-pentecostais tiveram seu início na década de 70. Originaram-se dentro do pentecostalismo, contudo, com significativas diferenças. Em 1977 surgiu a Igreja Universal do Reino de Deus, fundada por Edir Macedo. Em 1980 surge a Igreja Internacional da Graça, fundada por R.R. Soares, e, na seqüência a Igreja Renascer em Cristo e centenas de outras denominações.

2. Diferenças quanto à formação da liderança
As igrejas históricas dão especial atenção à formação de seus líderes. O candidato ao Sagrado Ministério passa por testes físicos, psicológicos e vocacionais antes de ser encaminhado a uma escola de teologia. Aprovado nestes exames, cursa de 4 a 5 anos em um Bacharelado de Teologia e, findo este período, volta a ser avaliado pelos órgãos competentes.
As igrejas pentecostais, no início, não criam que era necessário estudo teológico na formação de seus pastores. Todavia, de 20 anos para cá tem havido uma mudança de pensamento e a maioria destas igrejas já tem seus seminários para onde encaminham os candidatos ao Sagrado Ministério.
As igrejas neo-pentecostais não investem na formação de seus líderes. Geralmente são ordenados pastores aqueles que se destacam por sua oratória, carisma ou liderança. Não há cursos sérios de teologia dentro do universo neo-pentecostal.


3. Diferenças quanto ao corpo doutrinário

As igrejas históricas derivam suas doutrinas do ensino bíblico. Para eles, a Bíblia é a única regra de fé e prática. Seus pastores, no curso teológico, aprendem as línguas originais da Bíblia (hebraico e grego) a fim de estudarem os textos sagrados no idioma em que foram escritos, proporcionando aos fiéis um ensino mais vivo e fiel dos ensinamentos de Deus. Há forte ênfase no estudo bíblico, verificado na instituição da Escola Dominical e no espaço reservado à exposição da Palavra de Deus nos cultos dominicais.
As igrejas pentecostais seguem o ensino bíblico em paridade com a experiência mística. Para eles a Bíblia tem valor, todavia, experiências místicas como o falar em línguas, ou sonhos de revelação, têm primazia sobre o texto bíblico.
As igrejas neo-pentecostais seguem o mercado. Usam a Bíblia como pretexto para suas campanhas exploratórias. Usam o nome de Deus e de Jesus Cristo, mas seu deus é o dinheiro. Não incentivam seus fiéis a lerem a Bíblia, pois, se isto acontecer, serão desmascarados.

4. Diferenças quanto ao culto
As igrejas históricas entendem que o culto é devido a Deus e que este é instituído pelo próprio Criador. Desta forma, há limitações quanto ao que pode ou não pode ser feito em um culto público. Entende-se que o culto é o momento em que os fiéis aproximam-se de Deus com gratidão, devoção, reverência e piedade. Desta forma, a ênfase dos cultos das igrejas históricas é a reflexão e a contrição. Os cultos, via de regra, são ordeiros, silenciosos e lógicos.
As igrejas pentecostais entendem que o culto é o momento onde Deus fala, seja por línguas estranhas, revelações, profecias, ou pela Palavra. São comuns nestes cultos as manifestações místicas atribuídas a anjos ou a Espírito Santo. A ênfase não está na reflexão, mas na emoção e nas demonstrações de poder.
As igrejas neo-pentecostais celebram reuniões que não podemos chamar de culto. Por vezes leilões de ofertas são feitos para conseguirem dinheiro do povo e estratégias mercadológicas são usadas para extraírem dos fiéis os seus centavos. Não há qualquer tipo de ordem ou padrão dentro das igrejas neo-pentecostais. Cada denominação faz o seu ritual.

5. Diferenças quanto à cosmovisão
As igrejas históricas entendem que Deus é Criador de todas as coisas e governa o universo com a força do seu poder. Entendem que toda verdade é verdade de Deus, portanto, o que é verdadeiro na matemática, no direito, na sociologia ou em qualquer área do conhecimento humano tem ligação com Deus, o Pai de toda a verdade. Isto faz com que os fiéis tenham um relacionamento integrado na sociedade, crendo que servir a Deus implica em trabalhar para a melhoria da sociedade.
As igrejas pentecostais dicotomizam suas relações existenciais entre sagrado e profano. O mundo é do diabo e a igreja é de Deus. Desta forma, não têm preocupação com a sociedade, pois esta sempre irá de mal a pior, mas valorizam suas relações religiosas.
As igrejas neo-pentecostais distorcem o ensino bíblico ensinando que os crentes devem ser prósperos financeiramente. Nada é dito sobre pecado, vida cristã ou salvação. O conteúdo da pregação é o de auto-ajuda. Os crentes passam a ter uma visão de mundo deturpada, com lentes materialistas, onde o objetivo é obter prosperidade e o impedimento para isto ocorre por conta do diabo.

Em suma, o termo “evangélico” assemelha-se a um guarda-chuva cobrindo igrejas com práticas bem distintas. Neste pequeno espaço pudemos tratar superficialmente das principais diferenças dentro das correntes evangelicais. Maior estudo será necessário para averiguar diferenças menores. Tenha Deus misericórdia de nós e dê às igrejas a percepção de que só estudando com afinco Sua bendita Palavra é que poderemos estar no centro de Sua Vontade.

Rev. Ageu Magalhães
Pastor Presbiteriano

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Jesus de Nazaré (da Mata)

Distando cerca de 69 Km do Recife está o município de Nazaré da Mata. O povoamento de "Nasareth" como era conhecido, teve início no século XVIII, numa propriedade onde foi edificada a capela de Nossa Senhora da Conceição. Em homenagem à santa, a localidade passou a chamar-se de Nossa Senhora da Conceição de Nazaré. Em dezembro de 1943, o nome da cidade foi modificado, acrescendo-se o termo "da Mata", por se encontrar nessa zona fisiográfica. Com uma população aproximada de 31.000 habitantes, Nazaré da Mata receberá neste mês de agosto, as atenções do povo presbiteriano. No próximo dia 28, a Primeira Igreja Presbiteriana do Recife inicia suas atividades missionárias naquele município, com a inauguração da Igreja Presbiteriana em Nazaré da Mata. Estará à frente dos trabalhos missionários, o obreiro Arthur Braga, seminarista concluinte do SPN, que ao longo desses anos de seminário, tem confirmado, pela graça de Deus, sua vocação ao santo ministério.
A Igreja Presbiteriana em Nazaré da Mata está localizada na rua Conselheiro João Brasil (Rua Verde), no. 130. Que esta Igreja possa cumprir sua missão de anunciar as Boas Novas da Salvação àqueles que ainda não conhecem o Salvador: Jesus de Nazaré (da Mata). Texto de: Fernando Angelo.

Nosso Site: www.ipb.org.br