segunda-feira, 21 de novembro de 2011

JERICÓ, A ÚLTIMA OPORTUNIDADE




“Porque o Filho do Homem veio 
buscar e salvar o perdido.”
Lc 19.10

Jesus estava passando por Jericó. Era aquela a última vez que o Filho de Davi cruzava a mais antiga cidade do mundo. Jericó era a cidade das palmeiras, dos banhos de águas quentes, residência de inverno dos reis. Na rota de subida para Jerusalém, Jericó era também uma cidade aduaneira, onde se instalavam os cobradores de impostos. Ali Jesus salvou dois homens, um rico e outro pobre; um desprezado pela família e outro odiado pela sociedade. Em Jericó Jesus arrancou das entranhas das trevas o cego mendigo que jazia à beira do caminho e entrou na casa de Zaqueu, o líder dos cobradores de impostos, para mudar-lhe a vida e dar-lhe o presente da vida eterna.

Tanto o cego mendigo como Zaqueu aproveitaram a última oportunidade. Muitos apenas viram Jesus passar pela cidade. Foram movidos apenas pela curiosidade, mas esses dois homens tiveram um encontro pessoal e transformador com o Senhor Jesus. O cego encontrou luz. Zaqueu repartiu sua riqueza terrena e ganhou um tesouro celestial. Hoje pode ser o dia da sua salvação. Não perca essa oportunidade.

Ore

Que grande amor pelos perdidos, Senhor! É tu quem os busca e os ama primeiro. Tua salvação não vê cor da pele ou conta bancária. Olha-me também como alvo de teu amor. Em nome de Jesus.
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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

AS CONVIVÇÕES BÍBLICAS PARA PLANTAR NOVAS IGREJAS



Paulo constitui-se, sem dúvida, no maior paradigma de plantação de igrejas dentro do cristianismo. Dois aspectos, entre muitos, podem explicar esta singularidade do apóstolo. O primeiro relaciona-se com o fato dele conjugar em sua pessoa uma combinação rara de características que, a meu ver, não foi repetida em sua plenitude por nenhum outro personagem da história das missões cristãs: teólogo, missionário e pastor. Foi ao mesmo tempo um teólogo profundo cuja mente brilhante fora capaz de, sob o influxo do Espírito, de sistematizar as bases da teologia cristã, um missionário ardoroso cuja paixão evangelística o levou a ultrapassar enormes barreiras para compartilhar a boa nova do evangelho e ainda revelou-se um pastor extremamente cuidadoso com os seus muitos filhos espirituais. Um segundo aspecto relaciona-se com sua estratégia missionária. Paulo teve como ponto de partida e de chegada de suas atividades missionárias a plantação de novas igrejas. Focado nas cidades do seu tempo, revelando claramente uma ênfase urbana em sua maneira de fazer missões, plantou durante dez anos (de 47 a 57) igrejas na Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia, províncias que compunha uma das bases principais do império Romano.
O problema com paradigmas tão completos como Paulo é a tentação de vê-los como inalcançáveis e distantes da nossa realidade comum. Para evitar esta reação e não fazer de Paulo um padrão anacrônico, precisamos perceber quais são as pontes a nos ligar com a realidade dele e com clareza discernir o que é repetível em nosso contexto e aquilo que é próprio e único na pessoa e ministério do apóstolo dos gentios. Esta é uma tarefa bem maior do que o espaço deste pequeno artigo, por isso mesmo, proponho que nos centralizemos em um ponto de ligação entre Paulo como plantador de igrejas e cada um de nós hoje envolvidos no processo de plantar uma nova igreja. As convicções que levaram o apostolo a plantar novas igrejas devem ser as mesmas a inspirar, orientar e julgar as nossas!
Paulo se moveu basicamente ancoradas em quatro convicções que se tornaram em si mesmas suas mais profundas motivações para plantar novas igrejas:

A Convicção Ministerial: A Edificação da Igreja de Cristo
Paulo percebeu a essência do seu chamado ministerial como sendo para edificar a igreja de Jesus Cristo. Entendeu que as promessas dadas por Deus ao longo da história, como a restauração de Israel, a criação de um povo santo vivendo dentro de um novo paradigma de relações comunitárias nas quais as barreiras entre judeus e gentios seriam superadas, se concretizariam todas na igreja de Jesus (Ef 2). A igreja plenificaria as promessas, mas também esta mesma Igreja, na visão Paulina, era a plenitude histórica de Cristo, ou por palavras mais teológicas, é na eclesiologia que a cristologia se plenifica historicamente (Ef 1.23, Ef 2.15; 4.24; Cl 3.10). Ao plantar uma nova igreja, Paulo entendia estar dando concretude histórica a presença de Cristo neste mundo. Por isso ele via seu ministério como sendo o de edificar, construir, plantar, regar, fazer crescer a igreja de Jesus.

A Convicção Missionária:
As Boas Novas como instrumento mais essencial da edificação da igreja
Na complexa “arquitetura” de edificar a igreja de Jesus, Paulo tinha uma preocupação essencial com o alicerce. O fundamento desta igreja era o evangelho, o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (I Cor 3:10-12; Ef 2:20). Sua incrível criatividade metodológica de se fazer “tudo para todos, para, por todos os meios, chegar a salvar alguns”( I Cor 9:20-23) não implicava em negociar o conteúdo básico ou a raiz mais profunda sobre a qual a igreja ia crescendo: a pregação da boa nova do evangelho. Nenhum método substituía este elemento central que na visão do apostolo era sem dúvida o mais e o único eficaz parar plantar, regar e fazer crescer a igreja de Cristo. Não era difícil então supor que a realização do apóstolo não se dava por conta de qualquer resultado, mas sim quando via as igrejas plantadas por ele fundamentadas no evangelho!

A Motivação Escatológica: O fim já começou!
Qualquer leitura, mesmo a mais desatenta das cartas paulinas, vai nos dar conta da curta perspectiva escatológica do apóstolo. Para ele o final dos tempos começou quando o tempo chegou a sua maturidade, alcançou a plenitude na pessoa de Jesus. Todas as coisas, as celestiais e terrenas, que convergiriam em Cristo, começaram no seu tempo (1 Cor 10:11; Gl 4:4, Ef 1:10). Tal perspectiva injetava em suas veias missionárias um senso de urgência tão profundo que o levava a não ter dúvida de que “eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (2 Co 6.2b). O semear novas igrejas por todo o império era uma resposta imediata a urgência da missão. Não havia tempo a perder. Jesus batia a porta da história e convinha até sua chegada definitiva estabelecer sua igreja!

A Convicção Metodológica: A plantação de Igrejas Locais
Todas estas motivações geradoras da atividade missionária paulina encontravam na organização de igrejas locais sua face concreta e histórica. Os convertidos ao evangelho pregado se reuniam em comunidades locais dentro das quais cresciam na fé e no conhecimento! Estas comunidades não viviam somente do carisma, ou da dimensão espiritual e romântica da fé, organizavam-se institucionalmente, como por exemplo, o estabelecimento de uma “hierarquia” mínima e de processos de eleição das suas lideranças (At 14.21-23). Era dentro do contexto da igreja local que Paulo discipulava os novos, identificava liderança e os levava a assumirem o cuidado das igrejas, embora o apóstolo nunca deixasse de voltar e supervisioná-las (At 15.36; 16.4-5; 18.23).

Está posto então que na ponta última da cadeia de convicções de Paulo estava a plantação de uma igreja local. Não fosse esta convicção metodológica de plantar igrejas locais, a atividade missionária de Paulo tenderia a se pulverizar e mesmo não ter qualquer relevância e permanência na história, visto que foi pelas igrejas que plantou que o evangelho foi sendo disseminado de geração em geração.

O contato com estas convicções de Paulo deve inspirar a todos nós envolvidos hoje com o processo de plantação de novas igrejas a uma tarefa mínima e essencial: checar diante de Deus a saúde, a pureza e firmeza das nossas! Isto porque, como sabemos todos, com muita rapidez podemos estar construindo impérios pessoais e dando a eles o nome de Reino de Deus. Este texto quer nos ensinar que o processo de plantação de uma nova igreja começa nas convicções. Elas habitam a dimensão subjetiva do nosso ser e a parte invisível do nosso olhar, por isso mesmo, estão na ordem do essencial! São elas e somente elas que nos farão lutar o bom combate, por elas vale a pena lutar todas as lutas e enfrentar todas as barreiras para plantar uma nova igreja. Nunca é tarde para lembrar e nem é muito repetir: diante de Deus são as nossas motivações que qualificam as nossas ações. A pergunta que não pode calar no processo de plantação de uma nova igreja é: quais são as convicções básicas que me levam a plantar uma nova igreja? Sem dúvida que a fantástica experiência de Paulo como plantador de igrejas é um referencial indispensável para respondermos para o nosso coração diante do olhar daquele que tudo sonda, a esta pergunta!

Texto: Rev.Eduardo Rosa Pedreira

sábado, 10 de setembro de 2011

UMA ABERTURA PRECÁRIA A UM FUTURO NOVO

Por Richard Shaull*

Enquanto buscamos qualquer significado perante os inimagináveis e devastadores atos de 11 de setembro de 2001, muitos se voltavam para a religião buscando consolação e também procurando uma resposta à questão: onde se encontra Deus em tudo isto? Nesta situação, nós, que somos cristãos, confrontamo-nos com um tremendo desafio.
No centro de nossa fé está a convicção de que o Deus que criou este mundo deu aos seres humanos uma liberdade extraordinária para criarem condições para uma vida abundante para todos ou para explorar esta liberdade na destruição da vida humana e da sociedade. Deus nos deu esta escolha. Ele não viola esta liberdade nem a tira de nós, mesmo que seja explorada inadequadamente por gente desesperada.
Nossa herança de fé declara também que Deus está presente neste mundo de forma ativa. Deus está presente como aquele que ouve os clamores dos povos pobres e abandonados da terra. Deus os acompanha em sofrimento, convoca-nos a que os acompanhemos e oferece vida, a nós e a eles, enquanto respondemos ao seu choro.
Se nós confiamos na presença deste Deus, nossa percepção acerca da situação em que nós nos encontramos, pode mudar gradualmente. Nós repudiamos a destruição de vidas inocentes e nos solidarizamos com nossa nação em sua determinação de encontrar os perpetradores desta destruição e de que sejam julgados. Mas podemos também nos descobrir indo para mais além disto em nossa compreensão tanto do que aconteceu como de nossa resposta a isto.
Não podemos deixar de nos perguntar: Como poderia isto nos ter acontecido? Ou como, na época, Claude Lewis, colunista do The Philadelphia Inquirer o fez: “Que agravo teria sido tão sério que haja levado homens em terras estrangeiras a planejar o seu próprio suicídio com dois ou três anos de antecipação – apenas para assassinar americanos?”
Depois de passar a maior parte de minha vida adulta vivendo e trabalhando em países do “Terceiro Mundo” penso que não precisamos procurar muito longe para descobrir uma resposta.
Nós, na América do Norte, temos nos contentado em desenvolver em nosso benefício e até os seus limites um sistema econômico que produz riqueza para nós – que somos uma mui pequena proporção dos povos criados por Deus – e que desenvolve as mais avançadas tecnologias para nos enriquecer ainda mais a nós mesmos e aumentar o nosso poder. Temos feito muito para pouco transformar esta ordem e servir às mais urgentes necessidades de centenas de milhões de povos pobres e excluídos.
Temos nos permitido apoiar uma política externa que pouco tem feito para contrapor a agressão dos poderosos contra suas vítimas. Muito freqüentemente usamos também nosso poderio militar e econômico para sustentar aqueles que exploram o seu povo e solapam os esforços dos que lutam em prol da justiça.
Precisamos reconhecer que nossos tremendos desenvolvimentos tecnológicos nos trouxeram a um ponto tal em que uns poucos homens, prontos a morrer por sua causa, podem fazer com que nossa mais recente tecnologia se volte contra si mesma. O potencial que esta possui para a destruição é quase ilimitado. Como uma nação e como um povo, somos agora vulneráveis. Todo o nosso poderio militar e nosso poder econômico não podem mudar isto.
Podemos responder dedicando ainda mais de nossas energias e de nossa riqueza àquelas coisas que nos falharam e que continuarão a fazê-lo. Podemos, perante nossa vulnerabilidade e insegurança, dar lugar ao desespero sem qualquer esperança para o futuro. Ou, podemos ousar crer que nisto, e por meio disto tudo, Deus está presente, oferecendo-nos a possibilidade de criar um novo futuro.
Tomar parte nisso exige uma conversão radical. Uma decisão de dedicar nossas energias – com uma paixão comparável à dos bombardeadores suicidas – à descoberta de como usar nossa riqueza material, nossa inteligência e nossos avanços tecnológicos para responder ao desesperado sofrimento dos povos dominados e abandonados. Caso contrário, podemos estar certos de que o crescente número dos que não vêem esperança de mudança atacarão enraivecidos, nova e freqüentemente, os que têm riqueza e poder.
O reconhecimento de que não mais podemos tomar em nossas mãos a responsabilidade de impor ordem ao mundo, usando nosso poderio militar e poder político para monitorar e dominar o mundo. Não podemos mais marcar passo perante os amargos conflitos entre os povos, geradores da violência e do desespero, especialmente aqueles que ajudamos a criar. Podemos discernir que somente a constante colaboração e interação com outras nações e povos podem levar o mundo à segurança e à paz.
Esta pode parecer uma tarefa esmagadora. Em atitude de fé nós a empreendemos sem exigir uma garantia de que seremos bem sucedidos. Mas ela é – estou convencido – o caminho para uma vida significativa para nós e uma fonte de esperança para outros. E ela oferece a possibilidade de desafiar uma nova geração com uma visão que oriente suas vidas. Assim fui grandemente encorajado ao ouvir estas palavras de um jovem graduando do Haverford College: “Este pode ser um evento central na história. Talvez ele incite uma cultura de terror. Mas talvez seja um catalisador para espalhar a paz e a justiça”.
Quem quer que sejamos, podemos agora aproveitar a oportunidade para convocar umas poucas outras pessoas para juntos discutirmos modos pelos quais nossas perspectivas, nosso estilo de vida e nossas lutas políticas possam ajudar nossa nação ao longo do caminho para uma nova vida.
Se nossa nação voltar suas costas a esta oportunidade dada por Deus, colocar sua confiança somente em respostas militares e contribuir, direta ou indiretamente, para a morte de um crescente número de crianças, mulheres e homens inocentes, então este testemunho de pequenas comunidades de fé será igualmente importante. Pois nossa recusa em aproveitar esta oportunidade tornará quase inevitável o ressurgimento do terrorismo em uma dimensão que agora nem podemos imaginar. Ele poderia soprar sobre as chamas do ressentimento que agora existem contra nosso poder e nossa riqueza e contra o uso que deles fazemos. E nossa nação poderia acabar contribuindo para uma espiral descendente da civilização para uma nova idade da barbárie. Neste contexto, revitalizadas comunidades de fé – orientadas na direção de um futuro diferente e vivendo no poder do Espírito – sustentarão esta visão e manterão viva a esperança.
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* Richard Shaull teólogo americano atuou no Brasil e América latina. Considerado um dos precursores da teologia da libertação. Escreveu esse artigo, aos 82 anos, sobre o 11 de setembro. Shaull faleceu no ano seguinte em 2002.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Furacão de Iniquidade



Recentemente os EUA entraram em pânico por causa de um furacão que se abateu sobre o país. Ainda que tenha sido rebaixado de categoria os estragos aconteceram, inclusive com mortes.
Furacão maior e mais sinistro está se formando no horizonte da humanidade e tocando a terra. Uma nuvem escura impulsionada por um vento de iniquidade, como um guarda-sol, vem nos cobrindo rapidamente. Na verdade, ele já chegou, já começamos a ver seus estragos: prostituição, impureza, lascívia, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e muitas outras coisas semelhantes a estas estão por toda parte. Estas coisas estão diante de nossos olhos. Pior, estamos convivendo com esses desastres espirituais.
O sistema iníquo que está sobre a humanidade é mais destruidor que o furacão que assustou os americanos.
Esse sistema já esteve na terra algumas vezes: nos dias de Noé, Ló, no império da Babilônia e no tempo dos imperadores romanos. Vem construindo uma sociedade de homens semelhantes aos daqueles dias: egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais chegados aos prazeres que de Deus. (2 Tm 3.1-4)
Provavelmente, os que não conhecem a Deus estão indiferentes à catástrofe que se avizinha e não estão se preparando para escaparem da tragédia. Nós, porém, pela graça de Cristo, estamos sob uma expectativa silenciosa, esperançosos de que em Jesus temos o nosso Rochedo que nos serve de Refúgio, e só assim, nos livraremos da influência maliciosa e destruidora desse furacão.
A hora é de preparação. Nossa geração está se pondo aceleradamente. A terra está sendo coberta por uma nuvem escura de um furacão de juízo, que breve, muito breve, mais breve do que a gente pensa tocará o solo. Será o juízo de Deus!
Que lê entenda! Quem vê entenda! Quem está pressentindo se prepare!
Senhor tem misericórdia de nós! Que não falte em nossas cabeças o óleo de tua graça.
Que assim seja!
Rev. Franklin Ribeiro Dávila

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

152 ANOS EM SOLO BRASILEIRO.




A Igreja Presbiteriana é uma igreja que veio do Catolicismo. Uma renovação começou no século 16 quando muitos monges tentaram reformar a Igreja livrando-a do erro. Os principais erros cometidos são bem conhecidos:
A Inquisição: A Igreja era detentora exclusiva da verdade, em todos os assuntos. Quem discordasse de suas posições ia parar no tribunal. Galileu Galilei teve que se retratar ao sustentar, contra a Igreja, que o nosso sistema é Heliocêntrico e não Geocêntrico. Muitos não se retrataram e foram queimados em praça pública (Giordano Bruno, por exemplo).
As relíquias: Milhares de ossos, objetos, roupas e pertences atribuídos a personagens bíblicos eram expostos e vendidos como objetos santos e com poder para subtrair anos de uma pessoa no purgatório. O comércio e a superstição eram grandes. Algumas relíquias eram curiosas, como, por exemplo, ferrugem retirado da fornalha onde os amigos de Daniel foram colocados, pedaços de madeira da arca de Noé, e até penas de asas do anjo Gabriel. O povo simples pagava quantias para ver estes objetos e cria no poder mágico deles.
As indulgências: O perdão divino era comercializado. A Igreja vendia um documento que assegurava ao comprador o perdão dos seus pecados e, se precisasse, o perdão de familiares que já haviam falecido. Pobres pagavam menos, ricos pagavam mais, e assim se negociava o perdão que Deus dá gratuitamente. Um monge alemão chamado Martinho Lutero indignou-se ao ver o povo entregar suas poucas economias para a igreja, em busca do perdão divino e afixou na porta da capela do Castelo de Wittemberg, 95 proposições contra estas indulgências na esperança de que o Papa consertasse este absurdo. Não foi ouvido, foi expulso da Igreja e nasceu assim o movimento da Reforma Protestante.
Contra estes erros, e alguns outros, muitos católicos protestaram e, não sendo ouvidos, romperam com a Igreja. Nasceram, então, em toda a Europa, as Igrejas Reformadas ou Protestantes. Estas igrejas se despiram das práticas que não tinham base na Bíblia e iniciaram o seu rumo, todavia, muita coisa em comum ficou. Por exemplo:
Crença em um Deus único. Afirmamos com os Romanistas que só há um Deus, criador dos céus e da terra.
Crença na Trindade. Afirmamos com os Romanistas a existência misteriosa da Trindade, isto é, um Deus que subsiste em três pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo.
Crença na salvação em Jesus Cristo. Afirmamos com os Romanistas que só Jesus Cristo salva.
Enfim, tanto nós Reformados quanto os Romanistas, cremos no que está expresso no Credo Apóstolico: "Creio em Deus Pai, Todo-poderoso criador do céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao Hades; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao céu; está assentado à mão direita de Deus Pai Todo-poderoso, de onde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na santa Igreja universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém."
E onde estão as nossas diferenças? Eis algumas delas:

Não temos imagens de santos em nossas igrejas. O segundo mandamento é bastante claro: "Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos." (Êxodo 20.4-6). Por mais que os Romanistas expliquem que não há adoração, apenas veneração, a proibição é anterior a isso. Proibe-se o fazer imagens. Por isso, não as temos em nossas igrejas.

Não consideramos Maria co-redentora. Cremos que Maria foi uma mulher especial, uma bem-aventurada, digna de toda a nossa apreciação e respeito. Todavia, elevá-la ao nível de redentora é algo que não tem base bíblica. Leia o Novo Testamento e você verá Maria como uma serva fiel, consagrada ao seu Deus, mas sem participação direta em nossa salvação. Leia as cartas que Paulo escreveu (Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses, 1 e 2 Timóteo, Tito e Filemon) e leia as cartas gerais (Hebreus, Tiago, 1 e 2 Pedro, 1, 2 e 3 João e Judas) e você não encontrará nenhuma referência a Maria. A pergunta lógica é: Se Maria tivesse recebido o encargo de ser co-redentora, isso não estaria explicito nos escritos de Paulo? Certamente sim. Mas isso não ocorre porque apenas Jesus Cristo é Salvador. Somente Jesus Cristo nasceu de uma mulher e do Espírito Santo. Somente Jesus Cristo teve uma vida totalmente sem pecado e, somente ele, morreu naquela cruz para nos salvar. De modo que ninguém mais nos salvou. Por isso, em nossas igrejas apenas Jesus Cristo é adorado.
Não cremos na infabilidade papal. Cremos que o Papa é alguém que deve ser respeitado, todavia, é um ser humano como nós, passível aos mesmos erros. Não cremos que ele não possa errar. Isso é torná-lo algo não humano. Cremos sim que a Bíblia não erra. Escrita há séculos, ela tem tido a sua veracidade confirmada pela Arqueologia. Por mais que muitos suspeitem que ela tenha sido alterada no decorrer dos séculos, nunca ninguém conseguiu provar isso e, ademais, as milhares de cópias transcritas no decorrer dos séculos nos dão base ampla para a formação de um exemplar fidedigno.

Não cremos no celibato clerical.
A Bíblia diz: "Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja. É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contendas, não avarento; e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?); não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo. Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo." (1 Timóteo 3.1-7). O texto fala em "esposo de uma só mulher" e "criando os filhos sob disciplina". É desumano submeter homens ao celibato quando foi o próprio Deus quem colocou no ser humano o impulso sexual. É um absurdo a Igreja Romana exigir algo que a Bíblia nunca exigiu, repito, é desumano. Os resultados estão aí, sendo divulgados na imprensa. Quando Paulo disse que era necessário ao bispo uma família ele o fez porque é na família que o bispo ter o seu primeiro "rebanho". É no trato com a esposa e com os filhos que ele, usando suas virtudes espirituais, tem sua primeira experiência como pastor. Se ele não consegue pastorear a sua família, como conseguirá êxito no pastoreio de várias famílias na igreja? Portanto, não concordamos com esta imposição. Em nossas igrejas, os pastores podem se casar (e há grande virtude nisso).
Há outras discordâncias, mas cremos que o que foi escrito já é suficiente para mostrar a nossa base: A Bíblia. Se o ensino tem base na Bíblia, é válido. Se não tem, não serve. Foi assim que os reformadores purificaram a Igreja de seus erros, infelizmente, gerando uma nova igreja. Todavia, de fato, foi impossível continuar na Romanista, pois, detentora da verdade, nunca admitiu ser criticada.
Assim, a Igreja Presbiteriana é, de fato, uma igreja católica reformada, renovada, com suas bases doutrinárias bem claras nas Escrituras. Cremos que voltamos ao Evangelho puro e simples ensinado pelo nosso Senhor Jesus Cristo. E que alegria é vivermos estes ensinos. Se você ficou com vontade de conhecê-los, nossas portas estão abertas para recebê-lo(a). Que Deus lhe ilumine.
Texto: Rev. Ageu Magalhães

terça-feira, 26 de julho de 2011

Amy Winehouse e Lula


Texto do Rev. Augustus Nicodemus Lopes
Amy Winehouse foi encontrada morta hoje. Desconfia-se - e com muita razão - que a causa foi uma overdose. Aos 27 anos, Amy chegou ao fim de uma vida atribulada, marcada por escândalos, internações, sofrimento, fama, riquezas e popularidade.

Como é sabido, ela não é a primeira artista a morrer cedo por causa de drogas (assumindo que foi esta a causa da sua morte). Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Brian Jones, Kurt Kobain... são alguns dos nomes que estão sendo associados ao de Amy, de jovens artistas que morreram por causa de drogas. Não podemos esquecer, ainda que não tão jovens quanto Amy, Elvis Presley, Michael Jackson, Elis Regina.

O que leva pessoas famosas, ricas, populares e idolatradas pelas multidões a seguir um curso de auto-destruição terminando em morte precoce auto-infligida? Pesquisa recente mostrou que os jovens de hoje querem, mais do que serem ricos, serem famosos, aparecer na mídia, serem vistos e conhecidos. Amy Winehouse e todos os outros mencionados acima chegaram lá - e de quebra, ficaram ricos. Não deveriam ser pessoas felizes, alegres, satisfeitas, dedicadas ao trabalho, amantes da vida e de suas coisas boas?

Ao que tudo indica, parece ter faltado algo, alguma coisa que não podia ser comprada por dinheiro e nem substituida pela fama. Será que não se trata daquilo que os cristãos vêm dizendo há séculos, que o ser humano foi feito para a glória de Deus e que a sua alma não encontrará paz até que se satisfaça nele? Será que aqui não encontramos a razão pela qual um dia Jesus Cristo fez aquele convite conhecido?
"Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve" (Mateus 11.28-30).
Amy, Elis, Elvis, Janis, Jimi e tantos outros parecem contradizer a recente declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que os ricos já vivem no céu, ironizando com o ensino de Jesus Cristo:
"Bobagem, essa coisa que inventaram que os pobres vão ganhar o reino dos céus. Nós queremos o reino agora, aqui na Terra. Para nós inventaram um slogan que tudo tá no futuro. É mais fácil um camelo passar no fundo de uma agulha do que um rico ir para o céu. O rico já está no céu, aqui. Porque um cara que levanta de manhã todo o dia, come do bom e do melhor, viaja para onde quer, janta do bom e do melhor, passeia, esse já está no céu".
Para estes jovens e ricos artistas a vida, certamente, não parecia ser um céu, mas um verdadeiro inferno, a ponto de não mais se importarem em continuar vivendo. As riquezas não tornam este mundo em céu, Lula. Pelo menos, não para estas pessoas, que entre tantas outras, alcançaram glória humana, riquezas, popularidade e prestígio.

Meu caro Luiz Inácio, O inferno não está ausente na vida das celebridades, dos milionários e dos poderosos. Que o digam as vidas das celebridades marcadas pelos problemas familiares, os divórcios, os escândalos, as drogas, os suicídios. Eu também posso lhe apresentar gente pobre que é feliz, que tem um casamento abençoado, filhos honestos e trabalhadores.

Céu e inferno não se definem em termos de riqueza e pobreza, Lula, e nem em termos de popularidade e anonimato. Amy Winehouse certamente discordaria de suas palavras. E com ela todos aqueles outros jovens de 27 anos, que experimentarm o inferno existencial em suas vidas em meio à riqueza e celebridade. Pois, que outra razão teriam para não mais se importarem consigo mesmos, suas carreiras e as pessoas queridas ao seu redor?

Eu sei que tem celebridades que abusam das drogas, como Keith Richards, e que já vão com 80 anos de idade. Mas Amy e outros não conseguiram superar as angústias, perguntas, questionamentos, e o desespero que batem na porta de todos - inclusive dos ricos e dos famosos.

Adeus, Amy. Lamento muito mesmo sua morte.

Boa noite, Lula. Espero que o que aconteceu com Amy lhe leve, no futuro, a ponderar suas palavras quando for comentar assuntos que extrapolam as categorias de pobreza e riqueza, política e governo.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

15 de junho: Dia Mundial de Combate a Violência contra a Pessoa Idosa.



Rev. Pinho Borges

O dia 15 de junho marca o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, data instituída em 2006, pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa.
O objetivo da data é criar uma consciência mundial, social e política da existência da violência contra a pessoa idosa e, simultaneamente, disseminar a ideia de não aceitá-la como normal. A violência contra os idosos deve ser entendida como uma grave violação aos Direitos Humanos.
A Pastoral da Pessoa Idosa, como parte da rede de ações em favor das pessoas idosas, com as visitas domiciliares mensais, acompanhando principalmente as vulnerabilizadas pela pobreza e abandono, estimula os seus membros e pessoas idosas acompanhadas para uma inserção nas ações por um envelhecimento digno, sem violência, realizando a sua missão para que as pessoas idosas tenham mais vida, dignidade e esperança.
A violência contra a pessoa idosa ainda se mascara, no que se refere à omissão de denúncias, motivos pelos quais as vítimas procuram proteger seus agressores que na grande maioria são familiares ou pessoas bem próximas a eles. Assim, buscando romper com esse pacto do silêncio, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou o dia 15 de junho como Dia Mundial de Conscientização da Violência à Pessoa Idosa.
Este dia tem com principal objetivo sensibilizar a sociedade sobre as mais diversas formas de violência que as pessoas idosas sofrem em seus lares, nas instituições ou nos espaços públicos. É preciso formar uma consciência para denunciar e romper com esse ciclo de violência e proteger as pessoas idosas.
"Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade." (Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Tipos de violência - As violências e os maus tratos contra os idosos se referem aos abusos físicos, psicológicos, sexuais, negligência e financeiros.
Negligência - A falta de cuidados tais como: sujos, alimentação de má qualidade, medicação fora do horário.
Violência física - A forma mais explicita de violência, pois e visível tais como: socos, tapas, pontapés e empurrões, queimaduras, cortes e etc...
Violência psicológica - Atinge a identidade do idoso, sua autoestima e suas referências. Nesta categoria, podemos mencionar: agressão verbal, humilhação constante, insultos, infantilização do idoso, privação de informação e isolamento social intencional.
Violência sexual - Fazer atos libidinosos; manter relação sexual a força; carícias não consentida; constrangimento.
Violência econômica - Idosos que têm algum tipo de renda podem ter retirada sua pensão; o dinheiro da pensão para uso pessoal sem autorização; forçá-lo a assinar uma procuração delegando plenos poderes; forçar a venda de propriedades ou mudança de testamento.
SINAIS DE ALERTA
Psicológica: Baixa -estima; isolamento; depreciação da própria imagem.
Físicas: Lesões; dificuldade de andar; vermelhidão.
Negligência: Internações constantes; mau cheiro; roupas sujas; desnutrição.
Sexual: Sangramentos; vermelhidão e dor nas partes íntimas; doenças transmissíveis; corrimentos; roupas íntimas rasgadas.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Raça e Homossexualismo



“A raça de uma pessoa é sagrada. Uma vez recebida, é sagrada, não se pode violá-la. Eu digo que a minha raça é sagrada, a sua raça é sagrada e, portanto, não podemos violá-la. E a razão para que reajamos contra a situação do homossexualismo da forma como o fazemos é porque a sexualidade também é sagrada. Você não pode violá-la.”
Ravi Zacharias
Saiba mais em: resistenciaprotestante.blogspot.com

quarta-feira, 11 de maio de 2011

CARTA AOS SENADORES


Caro Senador,

Sim, o Estado é laico. Mas não é ateu. O preâmbulo da nossa Constituição não obliterou a história da formação de nosso povo, mas evocou a bênção de Deus sobre a Magna Carta: "... promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte Constituição da República Federativa do Brasil."

Sim, o Estado é laico. Mas é formado em sua absoluta maioria por cristãos que defendem valores universais e caros ao Cristianismo como a vida, a família, o direito à propriedade e a liberdade de expressão.

Sim, o Estado é laico e, por isso, a liberdade de expressão das diversas correntes da sociedade deve ser respeitada, sem privilégios para quaisquer grupos.

Assim sendo, como cidadão e eleitor brasileiro, solicito a Vossa Excelência posicionamento contrário ao PLC 122. Este projeto atenta contra a liberdade de expressão, cláusula pétrea da Constituição, tornando o comportamento homossexual isento de quaisquer críticas e debates e criminaliza os que pensam diferente. É inadmissível que em um Estado de direito exista um tema sobre o qual não se possa divergir.

Se o problema que originou o PLC 122 foi a violência contra os homossexuais, que se produza uma lei específica de proteção a eles, tal qual a Lei Maria da Penha, e que se criem delegacias especializadas na repressão aos grupos que violentam os homossexuais.

O direito de divergir é garantido pela Constituição, não pode ser criminalizado. Conte, caro Senador, com nossas orações. Os cristãos do país estão atentos a este tema e esperam de Vossa Excelência posicionamento claro contra o assunto. Que Deus o abençoe.
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Emails dos senadores atuais:


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Texto do Rev. Ageu Magalhães.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

OS "BRASILEIRINHOS" ABORTADOS NO REALENGO

Ainda comovido pela ressaca da chacina de ontem (7/4/2011) no bairro do Realengo (RJ) – quando pelo menos 12 crianças foram assassinadas friamente por um atirador de 23 anos de idade – não me saiu da mente o testemunho da aluna Jade Ramos (12), escapada da tragédia:


Ele ia atirando no pé das crianças pra não subirem, ia mandando as crianças virarem pra parede que ele ia atirar nelas. Aí as crianças falavam "não atira em mim, não atira em mim, por favor, por favor moço". Aí ele ia lá e atirava na cabeça das crianças.


Tudo isso é muito triste e muito grave. A sensação de impotência adoece a nossa alma. Mas longe das luzes midiáticas e da comoção do momento há coisa muito pior acontecendo diariamente pelo Brasil a fora.

Crianças ainda mais indefesas e incapazes sequer de suplicarem por suas vidas – "não atira em mim, não atira em mim, por favor, por favor moço" – são levadas ao matadouro pelos próprios pais e assassinadas silenciosamente pelos profissionais do aborto que, não com um mero revólver carregado até a boca, mas com mãos assépticas e técnicas cirúrgicas precisas (sucção, dilatação e evacuação, dilação e curetagem, injeção de líquido amniótico com soluções cáusticas, histerotomia), tiram-lhes impiedosamente a vida.

Se o aborto provocado não é crime, por que então ficar comovidos e emocionados com o frio assassinato desses outros "brasileirinhos"?


Pense nisso, pois nenhum desses assassinos – o atirador do Realengo ou os usuários do aborto – ficará impune aos olhos daquele que disse "Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim, porque dos tais é o reino dos céus" (Mateus 19.14).
Texto de Marcos Vasconcelos em: mensreformata.blogspot.com

terça-feira, 29 de março de 2011

A adoração que foi para o espaço!



Por que a Igreja não adora a Deus com o mesmo espírito com o qual ele
é adorado no Céu (segundo as revelações presentes nos livros de
Isaías, Ezequiel e no Apocalipse)? Se a Igreja é a antecipação do
reino e agência deste, porque não levamos a sério e buscamos o modelo
bíblico, já que os princípios bíblicos devem dirigir a igreja? E são
por eles que nos arvoramos em dizer: “somos o povo da Bíblia”. Vivemos
uma adoração megalomaníaca, antropocêntrica, marketeira e consumista.

Todo ato litúrgico da Igreja não deveria ser vivido com ostentação
triunfalística, pois todas as partes da liturgia deveriam servir para
para convidar a todos a voltarem o próprio olhar sobre si e não para
fora de si. A ideia de que adoração está centrada no ser humano é uma
realidade. A adoração não se dá num ambiente etéreo, abstrato, pelo
contrário os sinais e símbolos que a própria igreja extirpou, leva-a a
ter que evidenciar os seus “show-men” que devem promover a presença do
dito “Espírito Santo”. O Espírito Santo que vive “dentro” de nós,
agora está sendo buscado “fora” de nós.

A Liturgia não deveria atingir a imaginação, nem seu fim deveria
doutrinar e submeter as pessoas ao poder de outros homens que decidem
por eles. A noção “sensacionalista” e “emocionalista” está presente em
99,9% dos cultos evangélicos. A imaginação fértil, com gritos de ordem
e induções mentais, chavões e chargões, como "aleluia", "glória a
Deus", "amém irmão", "tá amarrado", "diga a seu irmão isto e
aquilo"...., são fruto de uma adoração que tem mais a ver com
programas de auditório do que com a adoração modelada pelo livro do
Apocalipse. A idéia de que o Espírito Santo está atuando em
determinada igreja, num determinado culto, porque pastor “tal” ou o
pregador “fulano” estará presente faz parte de uma adoração centrada
não no Espírito Santo mas na visão que Deus é quem deve nos favorecer,
por que se adora um deus domesticado como o animalzinho de estimação
dos apartamentos em que vivemos nos dias de hoje.

A Igreja e a Liturgia outra coisa não deveriam ser do que um ambiente
no qual sempre mais olhássemos para nós mesmos, para nosso interior,
lugar no qual Deus se revela. Para isso deveria ser indispensável
abrir os olhos do coração, isto é, da própria interioridade. Mas o que
se vê é uma liturgia voltada para satisfazer os desejos “carnais”
daqueles que vão “assistir” aos cultos. O ambiente é cheio de ruídos
os mais irreverentes, que vão desde o bate-papo usual até os grunhidos
de animais e histeria coletiva. O ambiente que se adora é um ambiente
onde se vai julgar o sermão do pregador, a voz desafinada do cantor e
a temperatura “espiritual” do grupo de louvor. A adoração do século
XXI passa pelo “arrepio”, sensações comuns de um público envolvido
pela imaginação lucrativa de seus líderes e anciãos. Para que tantos
cantores, para que púlpitos abarrotados de homens e mulheres mais
“ungidos” do que os que estão na platéia?

A palavra Liturgia é termo grego e significa “serviço público.” Na
terminologia da Igreja, significa o Serviço Divino. Mas de fato a
igreja evangélica perdeu esta noção. Quando ouvimos perguntas como
“quem é que vai pregar hoje?”, retrata a idéia que culto é uma prática
teatral, isto é, não se vai a um culto para servir mas para se ser
servido. O culto que se pratica revela o cristianismo de consumo que
aí está instalado nas veias e na alma do povo evangélico. E “ai” se o
pregador não corresponder? Liturgia é serviço que se oferece a Deus,
muito além de uma pregação bem elaborada segundo as melhores aulas de
homilética.

O termo “Eucaristia” em grego, significa “agradecimento.” Na
Eucaristia encontramos o sacramento do Novo Testamento instituído por
Jesus Cristo, nosso Salvador, antes de Sua paixão e morte. Mas o que
se faz? Primeiro a própria igreja extirpou a ceia do Senhor todos os
domingos, deixando apenas um domingo, e quando o pregador está mais
“ungido” e passa do horário abdicamos do sacramento e adiamos para o
outro domingo. A igreja rebaixou o sacramento a uma simples ordenança.
Não existe mais fé no sacramento, pois a fé que a igreja evangélica
adota é uma fé racional, explicativa e quando muito margeia o divino,
é para responder aos anseios assim ditos “neo-pentecostais”. Os
apóstolos seguiram fielmente este mandamento de Jesus e celebravam
constantemente este sacramento. Assim faziam também todos os Bispos e
Sacerdotes ordenados pelos apóstolos na Igreja por eles fundada,
seguindo fielmente esta prática até o século IV. Basílio, o Grande,
João Crisóstomo desenvolveram uma liturgia que foi banida do meio da
Igreja há muito tempo.

Ou renunciamos esta prática herética de nosso meio voltando nosso
olhar para Cristo como centro de uma adoração verdadeira, buscando a
oração como fonte original da devoção, ou estaremos fadados a nos
perdermos de vez de acentuando sempre uma igreja que abandonou o
primeiro amor e adorou mais a criatura do que seu Criador.

Kyrie Eleisón
Texto: Luiz Augusto Bueno

terça-feira, 1 de março de 2011

Espiritualidade de Acampamento



“Nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis. Os homens serão egoístas,...guardarão a aparência de piedade, negando-lhe entretanto o poder. Afasta-te também deles”. (2 Timóteo 3.1-5)

Durante a história da igreja cristã, os discípulos de Jesus Cristo, sempre buscaram uma espiritualidade sincera, verdadeira e cheia de temor. Essa espiritualidade não dependia de pessoas, mas se alimentavam de práticas que não tinham nada de inovadoras. Oravam incessantemente a Deus e buscavam nas escrituras sagradas do Antigo Testamento palavras que lhes consolassem, ouviam os relatos dos que estiveram com Jesus Cristo e viviam seu di-a-dia, buscando as coisas simples e ajudando as pessoas necessitadas.
Não dependiam de eventos, mas mantinham suas vidas com as chamadas “disciplinas espirituais”. Liam os Salmos e oravam. Estas práticas eram diárias e o domingo de manhã na liturgia era o grande encontro deles com a Palavra Escrita e com a Ceia do Senhor, a Eucaristia, todos os domingos. Não havia muitos pregadores eloquentes, mas fiéis Leitores ( 1 Timóteo 4.13) Não era uma espiritualidade que dependia de eventos extra-igreja. Ou melhor o calendário das igrejas era um calendário que envolvia-os nas celebrações da vida especialmente as que relembravam o “Mistério Pascal”, isto é a Vida, Obra e Ressurreição de Nosso Salvador e Senhor Jesus Cristo.
Não dependiam de cruzadas evangelísticas, encontros monumentais, reuniões especiais, cultos sensacionalistas, não havia propaganda, marcações de horários especiais. Viviam e relembravam todos os dias o Grande Evento: a vida, morte e ressurreição do Senhor. Ele era o centro de tudo.
Hoje vivemos uma fé que depende de movimentos e do calendário de nossa sociedade. O Carnaval é um destes movimentos. E ao invés de fortalecermos a fé nestes dias, a maioria das igrejas promove acampamentos para evitar que os “crentes” e “filhos de crentes” caiam da “folia”, mas nestes encontros de fé, alguns chegam a criar o seu próprio “carnavalzinho”. Muitos esquecem das práticas espirituais e transformam os encontros em meras reuniões sociais. Já participei de “acampamentos” sem sentido. Não havia nenhuma disposição de um retiro espiritual, pelo contrário recheavam todo encontro com gincanas sociais, “skeats” onde muitos jovens se vestiam de mulheres, entre outras coisas que nada tinham a ver com um encontro de espiritualidade.
Nestes dias onde “ser crente” significa, na maioria das vezes, fazer parte de uma entidade social, necessitamos voltar às origens, buscar a prática da espiritualidade da Igreja Antiga. Ensinar as primeiras letras, renunciar práticas que nada tem a ver com a fé verdadeira e simples. Pararmos de agir como meninos, levados por todo vento de pregações e pregadores. Paramos de andar de igreja em igreja, buscando uma palavra nova. Tomarmos decisões que nos levem a bebermos da Fonte Limpa e não de fontes turvas. Sabermos dizer “não” a opressão que nossa sociedade faz sobre nós e de fato em nosso dia-a-dia sermos “luzeiros num mundo” (Filipenses 2.15). Deixarmos de sermos crentes consumidores de uma fé oferecida no mercado dos canais de televisão por meio de múltiplas denominações.
Queremos continuar a fazer da nossa espiritualidade uma espiritualidade de acampamento e eventos? Queremos continuar a sermos subservientes aos gostos e desgostos de muitos líderes religiosos evangélicos de nosso tempo? Ou queremos buscar a verdadeira espiritualidade, cuja Fonte nunca secará? Somos sedentos por tudo o que é inovação, porque vivemos um cristianismo que é moldado pelo consumismo de uma fé que perece. Por isso as pessoas precisam sempre de uma palavra nova, uma nova canção, pois não conseguimos alimentar o coração somente com o que é Essencial. Que tipo de espiritualidade queremos? Uma espiritualidade de “acampamento” ou desejamos beber da fonte perene, que nunca seca, se renova por si mesma e dessedenta aquele que a busca com a fé simples, verdadeira e perseverante?
Texto: Rev. Luiz Augusto Bueno

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Uma Nova Igreja Católica


A Igreja Presbiteriana é uma igreja que veio do Catolicismo. Uma renovação começou no século 16 quando muitos monges tentaram reformar a Igreja livrando-a do erro. Os principais erros cometidos são bem conhecidos:
A Inquisição: A Igreja era detentora exclusiva da verdade, em todos os assuntos. Quem discordasse de suas posições ia parar no tribunal. Galileu Galilei teve que se retratar ao sustentar, contra a Igreja, que o nosso sistema é Heliocêntrico e não Geocêntrico. Muitos não se retrataram e foram queimados em praça pública (Giordano Bruno, por exemplo).
As relíquias: Milhares de ossos, objetos, roupas e pertences atribuídos a personagens bíblicos eram expostos e vendidos como objetos santos e com poder para subtrair anos de uma pessoa no purgatório. O comércio e a superstição eram grandes. Algumas relíquias eram curiosas, como, por exemplo, ferrugem retirado da fornalha onde os amigos de Daniel foram colocados, pedaços de madeira da arca de Noé, e até penas de asas do anjo Gabriel. O povo simples pagava quantias para ver estes objetos e cria no poder mágico deles.
As indulgências. O perdão divino era comercializado. A Igreja vendia um documento que assegurava ao comprador o perdão dos seus pecados e, se precisasse, o perdão de familiares que já haviam falecido. Pobres pagavam menos, ricos pagavam mais, e assim se negociava o perdão que Deus dá gratuitamente. Um monge alemão chamado Martinho Lutero indignou-se ao ver o povo entregar suas poucas economias para a igreja, em busca do perdão divino e afixou na porta da capela do Castelo de Wittemberg, 95 proposições contra estas indulgências na esperança de que o Papa consertasse este absurdo. Não foi ouvido, foi expulso da Igreja e nasceu assim o movimento da Reforma Protestante.
Contra estes erros, e alguns outros, muitos católicos protestaram e, não sendo ouvidos, romperam com a Igreja. Nasceram, então, em toda a Europa, as Igrejas Reformadas ou Protestantes. Estas igrejas se despiram das práticas que não tinham base na Bíblia e iniciaram o seu rumo, todavia, muita coisa em comum ficou. Por exemplo:
Crença em um Deus único. Afirmamos com os Romanistas que só há um Deus, criador dos céus e da terra.
Crença na Trindade. Afirmamos com os Romanistas a existência misteriosa da Trindade, isto é, um Deus que subsiste em três pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo.
Crença na salvação em Jesus Cristo. Afirmamos com os Romanistas que só Jesus Cristo salva.
Enfim, tanto nós Reformados quanto os Romanistas, cremos no que está expresso no Credo Apóstolico: "Creio em Deus Pai, Todo-poderoso criador do céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao Hades; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao céu; está assentado à mão direita de Deus Pai Todo-poderoso, de onde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na santa Igreja universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém."
E onde estão as nossas diferenças? Eis algumas delas:

Não temos imagens de santos em nossas igrejas. O segundo mandamento é bastante claro: "Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos." (Êxodo 20.4-6). Por mais que os Romanistas expliquem que não há adoração, apenas veneração, a proibição é anterior a isso. Proibe-se o fazer imagens. Por isso, não as temos em nossas igrejas.

Não consideramos Maria co-redentora. Cremos que Maria foi uma mulher especial, uma bem-aventurada, digna de toda a nossa apreciação e respeito. Todavia, elevá-la ao nível de redentora é algo que não tem base bíblica. Leia o Novo Testamento e você verá Maria como uma serva fiel, consagrada ao seu Deus, mas sem participação direta em nossa salvação. Leia as cartas que Paulo escreveu (Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses, 1 e 2 Timóteo, Tito e Filemon) e leia as cartas gerais (Hebreus, Tiago, 1 e 2 Pedro, 1, 2 e 3 João e Judas) e você não encontrará nenhuma referência a Maria. A pergunta lógica é: Se Maria tivesse recebido o encargo de ser co-redentora, isso não estaria explicito nos escritos de Paulo? Certamente sim. Mas isso não ocorre porque apenas Jesus Cristo é Salvador. Somente Jesus Cristo nasceu de uma mulher e do Espírito Santo. Somente Jesus Cristo teve uma vida totalmente sem pecado e, somente ele, morreu naquela cruz para nos salvar. De modo que ninguém mais nos salvou. Por isso, em nossas igrejas apenas Jesus Cristo é adorado.

Não cremos na infabilidade papal. Cremos que o Papa é alguém que deve ser respeitado, todavia, é um ser humano como nós, passível aos mesmos erros. Não cremos que ele não possa errar. Isso é torná-lo algo não humano. Cremos sim que a Bíblia não erra. Escrita há séculos, ela tem tido a sua veracidade confirmada pela Arqueologia. Por mais que muitos suspeitem que ela tenha sido alterada no decorrer dos séculos, nunca ninguém conseguiu provar isso e, ademais, as milhares de cópias transcritas no decorrer dos séculos nos dão base ampla para a formação de um exemplar fidedigno.

Não cremos no celibato clerical. A Bíblia diz: "Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja. É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contendas, não avarento; e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?); não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo. Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo." (1 Timóteo 3.1-7). O texto fala em "esposo de uma só mulher" e "criando os filhos sob disciplina". É desumano submeter homens ao celibato quando foi o próprio Deus quem colocou no ser humano o impulso sexual. É um absurdo a Igreja Romana exigir algo que a Bíblia nunca exigiu, repito, é desumano. Os resultados estão aí, sendo divulgados na imprensa. Quando Paulo disse que era necessário ao bispo uma família ele o fez porque é na família que o bispo ter o seu primeiro "rebanho". É no trato com a esposa e com os filhos que ele, usando suas virtudes espirituais, tem sua primeira experiência como pastor. Se ele não consegue pastorear a sua família, como conseguirá êxito no pastoreio de várias famílias na igreja? Portanto, não concordamos com esta imposição. Em nossas igrejas, os pastores podem se casar (e há grande virtude nisso).
Há outras discordâncias, mas cremos que o que foi escrito já é suficiente para mostrar a nossa base: A Bíblia. Se o ensino tem base na Bíblia, é válido. Se não tem, não serve. Foi assim que os reformadores purificaram a Igreja de seus erros, infelizmente, gerando uma nova igreja. Todavia, de fato, foi impossível continuar na Romanista, pois, detentora da verdade, nunca admitiu ser criticada.
Assim, a Igreja Presbiteriana é, de fato, uma igreja católica reformada, renovada, com suas bases doutrinárias bem claras nas Escrituras. Cremos que voltamos ao Evangelho puro e simples ensinado pelo nosso Senhor Jesus Cristo. E que alegria é vivermos estes ensinos. Se você ficou com vontade de conhecê-los, nossas portas estão abertas para recebê-lo(a). Que Deus lhe ilumine.
Texto: Rev. Ageu Magalhães