terça-feira, 30 de agosto de 2011

Furacão de Iniquidade



Recentemente os EUA entraram em pânico por causa de um furacão que se abateu sobre o país. Ainda que tenha sido rebaixado de categoria os estragos aconteceram, inclusive com mortes.
Furacão maior e mais sinistro está se formando no horizonte da humanidade e tocando a terra. Uma nuvem escura impulsionada por um vento de iniquidade, como um guarda-sol, vem nos cobrindo rapidamente. Na verdade, ele já chegou, já começamos a ver seus estragos: prostituição, impureza, lascívia, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e muitas outras coisas semelhantes a estas estão por toda parte. Estas coisas estão diante de nossos olhos. Pior, estamos convivendo com esses desastres espirituais.
O sistema iníquo que está sobre a humanidade é mais destruidor que o furacão que assustou os americanos.
Esse sistema já esteve na terra algumas vezes: nos dias de Noé, Ló, no império da Babilônia e no tempo dos imperadores romanos. Vem construindo uma sociedade de homens semelhantes aos daqueles dias: egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais chegados aos prazeres que de Deus. (2 Tm 3.1-4)
Provavelmente, os que não conhecem a Deus estão indiferentes à catástrofe que se avizinha e não estão se preparando para escaparem da tragédia. Nós, porém, pela graça de Cristo, estamos sob uma expectativa silenciosa, esperançosos de que em Jesus temos o nosso Rochedo que nos serve de Refúgio, e só assim, nos livraremos da influência maliciosa e destruidora desse furacão.
A hora é de preparação. Nossa geração está se pondo aceleradamente. A terra está sendo coberta por uma nuvem escura de um furacão de juízo, que breve, muito breve, mais breve do que a gente pensa tocará o solo. Será o juízo de Deus!
Que lê entenda! Quem vê entenda! Quem está pressentindo se prepare!
Senhor tem misericórdia de nós! Que não falte em nossas cabeças o óleo de tua graça.
Que assim seja!
Rev. Franklin Ribeiro Dávila

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

152 ANOS EM SOLO BRASILEIRO.




A Igreja Presbiteriana é uma igreja que veio do Catolicismo. Uma renovação começou no século 16 quando muitos monges tentaram reformar a Igreja livrando-a do erro. Os principais erros cometidos são bem conhecidos:
A Inquisição: A Igreja era detentora exclusiva da verdade, em todos os assuntos. Quem discordasse de suas posições ia parar no tribunal. Galileu Galilei teve que se retratar ao sustentar, contra a Igreja, que o nosso sistema é Heliocêntrico e não Geocêntrico. Muitos não se retrataram e foram queimados em praça pública (Giordano Bruno, por exemplo).
As relíquias: Milhares de ossos, objetos, roupas e pertences atribuídos a personagens bíblicos eram expostos e vendidos como objetos santos e com poder para subtrair anos de uma pessoa no purgatório. O comércio e a superstição eram grandes. Algumas relíquias eram curiosas, como, por exemplo, ferrugem retirado da fornalha onde os amigos de Daniel foram colocados, pedaços de madeira da arca de Noé, e até penas de asas do anjo Gabriel. O povo simples pagava quantias para ver estes objetos e cria no poder mágico deles.
As indulgências: O perdão divino era comercializado. A Igreja vendia um documento que assegurava ao comprador o perdão dos seus pecados e, se precisasse, o perdão de familiares que já haviam falecido. Pobres pagavam menos, ricos pagavam mais, e assim se negociava o perdão que Deus dá gratuitamente. Um monge alemão chamado Martinho Lutero indignou-se ao ver o povo entregar suas poucas economias para a igreja, em busca do perdão divino e afixou na porta da capela do Castelo de Wittemberg, 95 proposições contra estas indulgências na esperança de que o Papa consertasse este absurdo. Não foi ouvido, foi expulso da Igreja e nasceu assim o movimento da Reforma Protestante.
Contra estes erros, e alguns outros, muitos católicos protestaram e, não sendo ouvidos, romperam com a Igreja. Nasceram, então, em toda a Europa, as Igrejas Reformadas ou Protestantes. Estas igrejas se despiram das práticas que não tinham base na Bíblia e iniciaram o seu rumo, todavia, muita coisa em comum ficou. Por exemplo:
Crença em um Deus único. Afirmamos com os Romanistas que só há um Deus, criador dos céus e da terra.
Crença na Trindade. Afirmamos com os Romanistas a existência misteriosa da Trindade, isto é, um Deus que subsiste em três pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo.
Crença na salvação em Jesus Cristo. Afirmamos com os Romanistas que só Jesus Cristo salva.
Enfim, tanto nós Reformados quanto os Romanistas, cremos no que está expresso no Credo Apóstolico: "Creio em Deus Pai, Todo-poderoso criador do céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao Hades; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao céu; está assentado à mão direita de Deus Pai Todo-poderoso, de onde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na santa Igreja universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém."
E onde estão as nossas diferenças? Eis algumas delas:

Não temos imagens de santos em nossas igrejas. O segundo mandamento é bastante claro: "Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos." (Êxodo 20.4-6). Por mais que os Romanistas expliquem que não há adoração, apenas veneração, a proibição é anterior a isso. Proibe-se o fazer imagens. Por isso, não as temos em nossas igrejas.

Não consideramos Maria co-redentora. Cremos que Maria foi uma mulher especial, uma bem-aventurada, digna de toda a nossa apreciação e respeito. Todavia, elevá-la ao nível de redentora é algo que não tem base bíblica. Leia o Novo Testamento e você verá Maria como uma serva fiel, consagrada ao seu Deus, mas sem participação direta em nossa salvação. Leia as cartas que Paulo escreveu (Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses, 1 e 2 Timóteo, Tito e Filemon) e leia as cartas gerais (Hebreus, Tiago, 1 e 2 Pedro, 1, 2 e 3 João e Judas) e você não encontrará nenhuma referência a Maria. A pergunta lógica é: Se Maria tivesse recebido o encargo de ser co-redentora, isso não estaria explicito nos escritos de Paulo? Certamente sim. Mas isso não ocorre porque apenas Jesus Cristo é Salvador. Somente Jesus Cristo nasceu de uma mulher e do Espírito Santo. Somente Jesus Cristo teve uma vida totalmente sem pecado e, somente ele, morreu naquela cruz para nos salvar. De modo que ninguém mais nos salvou. Por isso, em nossas igrejas apenas Jesus Cristo é adorado.
Não cremos na infabilidade papal. Cremos que o Papa é alguém que deve ser respeitado, todavia, é um ser humano como nós, passível aos mesmos erros. Não cremos que ele não possa errar. Isso é torná-lo algo não humano. Cremos sim que a Bíblia não erra. Escrita há séculos, ela tem tido a sua veracidade confirmada pela Arqueologia. Por mais que muitos suspeitem que ela tenha sido alterada no decorrer dos séculos, nunca ninguém conseguiu provar isso e, ademais, as milhares de cópias transcritas no decorrer dos séculos nos dão base ampla para a formação de um exemplar fidedigno.

Não cremos no celibato clerical.
A Bíblia diz: "Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja. É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contendas, não avarento; e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?); não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo. Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo." (1 Timóteo 3.1-7). O texto fala em "esposo de uma só mulher" e "criando os filhos sob disciplina". É desumano submeter homens ao celibato quando foi o próprio Deus quem colocou no ser humano o impulso sexual. É um absurdo a Igreja Romana exigir algo que a Bíblia nunca exigiu, repito, é desumano. Os resultados estão aí, sendo divulgados na imprensa. Quando Paulo disse que era necessário ao bispo uma família ele o fez porque é na família que o bispo ter o seu primeiro "rebanho". É no trato com a esposa e com os filhos que ele, usando suas virtudes espirituais, tem sua primeira experiência como pastor. Se ele não consegue pastorear a sua família, como conseguirá êxito no pastoreio de várias famílias na igreja? Portanto, não concordamos com esta imposição. Em nossas igrejas, os pastores podem se casar (e há grande virtude nisso).
Há outras discordâncias, mas cremos que o que foi escrito já é suficiente para mostrar a nossa base: A Bíblia. Se o ensino tem base na Bíblia, é válido. Se não tem, não serve. Foi assim que os reformadores purificaram a Igreja de seus erros, infelizmente, gerando uma nova igreja. Todavia, de fato, foi impossível continuar na Romanista, pois, detentora da verdade, nunca admitiu ser criticada.
Assim, a Igreja Presbiteriana é, de fato, uma igreja católica reformada, renovada, com suas bases doutrinárias bem claras nas Escrituras. Cremos que voltamos ao Evangelho puro e simples ensinado pelo nosso Senhor Jesus Cristo. E que alegria é vivermos estes ensinos. Se você ficou com vontade de conhecê-los, nossas portas estão abertas para recebê-lo(a). Que Deus lhe ilumine.
Texto: Rev. Ageu Magalhães