segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A VERDADEIRA HISTÓRIA DO NATAL



Pense no desenho de um cartão de Natal. O que você vê? A manjedoura, os reis magos, os pastores, José, Maria, o recém-nascido Jesus, a estrela resplandecente, os presentes, os animais... Estas figuras refletem exatamente a história do Natal, certo? Errado. Estudando com atenção os textos que narram o natal de Jesus você vai perceber que a maioria de nós crê em uma versão distorcida do seu nascimento. Versão recebida do Catolicismo Romano e diferente do que encontramos na Bíblia. Vejamos:

Os magos
Magos ou reis magos? Esta é a primeira questão. A tradição católico romana diz que eram “reis magos”, porém, a Bíblia não diz isso. Em nenhum lugar das Escrituras encontramos a expressão “reis magos”. De acordo com Mateus, eles eram apenas, e tão somente, magos (Mt 2.1).

E o que eram os magos naquela época? Magos, ou sábios (como aparece em algumas versões da Bíblia em inglês) eram aqueles que se dedicavam ao estudo das estrelas. Vieram do Oriente, de terras em que a astronomia era praticada, provavelmente, dos países que conhecemos hoje sob o nome de Irã e Iraque.

E quantos eram eles? A Bíblia não diz. Diz apenas “uns magos”. Imaginou-se três por causa dos três presentes que a criança recebeu (Mt 2.11). Contudo, podem ter sido dois, seis, nove, doze, dezoito, vinte... A tradição oriental cria em doze magos e entre eles os armênios falavam em quinze. Não sabemos, a Bíblia não diz. Não sabemos também os seus nomes. A Igreja Católica os chama de Melchior, Baltazar e Gaspar, porém, sem nenhuma base bíblica.

Vemos que os magos são personagens misteriosos dentro da história de Jesus. Pouco sabemos a respeito deles. O que sabemos é que eles desempenham um papel especial na história de Cristo. Eles mostram que Jesus é o salvador não apenas dos judeus, mas de todos os povos. Ele é digno de toda honra e adoração, por isso a longa viagem e a entrega de presentes tão valiosos.

Estes são os verdadeiros magos (não reis-magos) da história de Cristo. Vamos ver agora outro elemento da história do Natal que também tem sido mal comprendido...

A estrela
Como a estrela que guiou os magos até Jesus é geralmente apresentada? Na maioria das figuras ela é grande e com intenso brilho. Em alguns casos, ela aparece até com uma grande cauda, própria de cometa. Como terá sido esta estrela, na realidade?

O texto de Mateus nos leva a crer que era uma estrela de proporções normais. Os magos somente a identificaram porque eram estudiosos das estrelas. Conheciam os astros celestes e perceberam que aquela estrela era especial. E, de fato, se fosse uma estrela gigantesca, com intenso brilho e fulgor, como geralmente aparece representada, não só os magos a teriam visto, mas também Herodes e todo o povo de Jerusalém. Tamanho astro celeste não passaria despercebido por aquelas terras em que a iluminação vem sempre do céu. Todos iriam atrás da estrela, não só os magos.

Deus falou com os magos por meio de uma linguagem que só eles compreendiam – uma estrela.

E como eles associaram esta estrela ao nascimento de Jesus? Teriam eles acesso às Escrituras para, como os judeus, esperar a vinda do Messias? Conheciam os magos a profecia de Números 24.17? “Vê-lo-ei, mas não agora; contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó, de Israel subirá um cetro que ferirá as têmporas de Moabe e destruirá todos os filhos de Sete.” Ou teriam tido uma revelação mais direta de Deus quanto ao significado desta estrela? Todas as respostas são possíveis, porém, não sabemos qual é a correta. A Bíblia não diz.

O que sabemos, e o que Mateus deixa bem claro no registro bíblico, é que os magos chegaram em Jerusalém com um firme propósito: “... vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo.” (v.2). E eles conseguiram. O verso 11 nos mostra os magos prostrando-se, adorando o menino rei e lhe entregando seus presentes. A estrela, guiada por Deus, os conduziu àquele que é a luz do mundo.

Onde estava Jesus
A nossa última questão é: Onde estava Jesus quando os magos vieram adorá-lo. O que você acha? Na estrebaria? Então leia o versículo 11, de Mateus 2. A resposta correta é: em uma casa.

Quando os magos chegaram em Belém, Jesus não estava mais na manjedoura. Ele estava com seus pais em uma casa. A viagem dos magos foi longa. Meses de percurso. Mais de um ano havia se passado e José e Maria não estavam mais naquela moradia provisória em que Jesus nasceu. Ao contrário do que muitos pensam, quando os magos chegaram, Jesus já tinha mais de um ano de idade. Podemos inferir isso analisando a sangrenta ordem do rei Herodes:

“Vendo-se iludido pelos magos, enfureceu-se Herodes grandemente e mandou matar todos os meninos de Belém e de todos os seus arredores, de dois anos para baixo, conforme o tempo do qual com precisão se informara dos magos” (Mt 2.16).

Herodes mandou matar todos os meninos de dois anos para baixo. Mas, por que dois anos? Que cálculo ele fez para chegar a este limite de idade? A resposta está no versículo 7: “Com isto, Herodes, tendo chamado secretamente os magos, inquiriu deles com precisão quanto ao tempo em que a estrela aparecera”; e no final do verso 16: “... de dois anos para baixo, conforme o tempo do qual com precisão se informara dos magos”.

A informação que Herodes obteve dos magos, quanto ao aparecimento da estrela, o levou à idade de dois anos para baixo. Exterminando os meninos dentro deste limite de idade, com certeza, o maquiavélico rei atingiria o menino Jesus.

Assim sendo, podemos sugerir que Jesus tinha menos de dois e mais de um ano de idade quando os magos o visitaram. Isto porque, se a informação dos magos levasse Herodes a concluir que Jesus estava com apenas alguns meses de vida, não haveria o porquê de se estipular o limite de dois anos para a chacina. Matando os meninos de um ano para baixo já seria o suficiente para atingir Jesus. Se ele estabeleceu “de dois anos para baixo” é porque Jesus já tinha mais de um ano de idade.

E os pastores? Onde entram nesta história? Entram bem no ínicio dela. Eles foram os primeiros a ver o rei Jesus. Os pastores o encontraram logo após o seu nascimento, ainda na manjedoura (Lc 2.12,16).

Ao contrário do que geralmente aparece desenhado nos cartões de natal, os pastores não viram a estrela e nem se encontraram com os magos. Eles foram ao encontro de Jesus Cristo, o viram, e voltaram glorificando e louvando a Deus (Lc 2.20). Os magos, como vimos, chegaram muito tempo após a vinda dos pastores.

Qual seria, então, a ordem correta dos acontecimentos, de acordo com a Bíblia? Simplificando a história, a ordem seria esta:

1. José e Maria sobem para Belém, a fim de alistarem-se (Lc 2.1-5).
2. Jesus nasce e Maria o deita em uma manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria (Lc 2.6,7)
3. Nos campos, um anjo acompanhado por uma milícia celestial anuncia a uns pastores o nascimento do Salvador (Lc 2.8-14).
4. Os pastores imediatamente vão ver Jesus e o encontram deitado na manjedoura (Lc 2.15-19)
5. Os pastores voltam para os campos glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto (Lc 2.20).

(...) Em algum momento, que só Deus sabe, uma estrela aparece aos magos em algum país ao oriente de Jerusalém.
(...) Os magos iniciam a sua longa jornada.

6. Após meses de viagem, os magos chegam em Jerusalém (Mt 2.1,2).
7. Herodes chama os magos, se informa quanto ao tempo em que a estrela apareceu a eles, e pede aos magos que o avisem assim que encontrarem o rei Jesus (Mt 2.7,8).
8. Os magos partem para Belém (Mt 2.9).
9. Os magos continuam seguindo a estrela e chegam na casa em que está Jesus (Mt 2.9-11).
10. Os magos entram na casa e encontram Jesus com sua mãe. Prostram-se e o adoram. Abrem os seus tesouros e lhe entregam as suas ofertas: ouro, incenso e mirra (Mt 2.11).
11. Em sonho, recebem a advertência de Deus para não voltarem à presença do rei Herodes (Mt 2.12).
12. Os magos regressam, por outro caminho, para a sua terra (Mt 2.12). 
13. Em sonho, um anjo do Senhor manda José fugir com Maria e Jesus para o Egito, para escapar das mãos de Herodes (Mt 2.13).
14. José, de noite, toma Jesus e Maria e vai para o Egito (Mt 2.14).
15. Herodes percebe que foi enganado pelos magos e manda matar todos os meninos de Belém e arredores, de dois anos para baixo. Mas Jesus está a salvo, por causa da obediência de José.

A história continua e é bom a lermos sempre para não sermos influenciados pelas versões que encontramos por aí.

Muito tem sido falado sobre Jesus. As informações vêm de todos os lados: da tradição Católica, dos programas de televisão, das revistas e até dos cartões de Natal. Contudo, é necessário que a nossa fonte de informações sobre Cristo seja sempre a Bíblia.

A minha oração é que neste Natal Deus nos ajude a compreender a lição que aqueles magos nos deixaram. Que a nossa disposição para servir a Deus seja como a daqueles homens, que não mediram esforços para adorar a Deus. Enfrentaram a distância, os desconfortos e os perigos da viagem para se prostrar perante o Rei Eterno. Que a nossa fé seja firme como a daqueles sábios.

E que, em todos os momentos da nossa vida, nós possamos, como aqueles homens, ter os olhos fixos nos céus. Que o nosso olhar esteja sempre voltado para o alto, para o rei sublime.

Olhando para os céus, seguiremos a nossa jornada amparados por Deus e sempre na direção certa. Boa viagem.

Texto: Rev. Ageu Magalhães - Pastor Presbiteriano 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

LAICIZAÇÃO DO ESTADO - 10 DICAS PARA ATEUS


Aproveitando a recente tentativa do Procurador da República Jefferson Aparecido Dias de retirar das cédulas de Real a expressão "Deus seja louvado" tomando como argumento a laicidade do Estado, gostaria de ajudar os ateus propondo 10 dicas para que eles tornem o Brasil laico, de uma vez por todas:

 1ª Dica: À semelhança do Procurador Jefferson, entrem com ações contra o Banco Central exigindo a petirada da expressão "Deus seja louvado" das cédulas de Real. 
 2ª Dica: Exijam do governo a troca dos nomes dos Estados da Federação que contém alguma nomenclatura religiosa, a saber: Espírito Santo, Santa Catarina e São Paulo. 
 3ª Dica: Exijam, igualmente, a troca dos nomes das capitais do país: Salvador, São Luiz, Belém, Natal e São Paulo.
 4ª Dica: Da mesma forma, não podem ficar de fora as demais cidades do país. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o país tem 2.500 localidades com nomes de santos. Alguns exemplos de cidades que devem ter os seus nomes trocados: Santo Antônio (e variações), São João (idem), São Francisco, Santa Maria, Santo André, São Caetano, São Bernardo, Santos, São Vicente, São José dos Campos, Santa Bárbara do Oeste, etc.... 
 5ª Dica: É preciso que instituições públicas não tenham nomes religiosos. Estão nesta categoria hospitais, abrigos, creches, asilos, escolas, etc... 
 6ª Dica: Os feriados religiosos também devem ser banidos. Acabe-se portanto com a Páscoa, Corpus Christi, Nossa Senhora Aparecida, Finados e Natal.
 7ª Dica: É preciso fazer uma constituinte para que se retirem da Constituição Federal todas as leis que mencionam religião, a saber, 1) o artigo 5º, VI, que estipula ser inviolável a liberdade de crença e assegura o livre exercício de cultos religiosos e a proteção dos locais de culto; 2) o inciso VII do mesmo artigo, que assegura a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva; 3) o inciso VIII, ainda do artigo 5º, que garante que ninguém pode ser privado de direitos por motivo de crença religiosa; 4) o artigo 19, I, que veda aos Estados, Municípios, à União e ao Distrito Federal tanto o estabelecimento quando o embaraço de cultos religiosos ou igrejas; 5) o artigo 143, § 1º, que dá competência às Forças Armadas atribuir serviço alternativo aos que, em tempos de paz, após alistados, alegarem imperativo de consciência decorrente de crença religiosa; 6) o artigo 150, VI, "b", que veda à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios a instituição de impostos sobre templos de qualquer culto; 7) o artigo 210, § 1º, que prevê o ensino religioso, de matrícula facultativa, nas escolas públicas de ensino fundamental; 8) o artigo 213 que prevê que recursos públicos podem ser dirigidos a escolas comunitárias, confessionais ou filantrópicas; e 9) o artigo 226, § 3º, que estabelece que o casamento religioso tem efeito civil, nos termos da lei. 
 8ª Dica: Na constituinte que expurgará todo direito religioso do cidadão brasileiro, expurgue-se também o preâmbulo da Constituição Federal onde se diz: "... promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL". 
 9ª Dica: Para que não haja memória do tempo em que o país não era laico, é bom que se revisem os livros de história do Brasil para se apagar as referências religiosas do início de nossa nação, como, por exemplo, seus primeiros nomes: Ilha de Vera Cruz e Terra de Santa Cruz. 
 10ª Dica: Por fim, assim que a expressão "Deus seja louvado" for retirada de nossas cédulas, é recomendável que o pais entre com uma ação na ONU exigindo a retirada do "In God we trust" (nós confiamos em Deus) do dólar americano... Afinal, temos que ensinar os EUA a serem uma nação laica.... Não é preciso dizer que este post é irônico. O Brasil é um país laico, mas não ateu. Estado laico é aquele que tem separação entre Igreja e Estado, mas que permite a existência das demais religiões. Estado ateu é aquele que suprime a liberdade de expressão religiosa. 
 Veja o que diz o jurista Ives Gandra sobre este assunto: 
"Quando se sustenta que o Estado deve ser surdo à religiosidade de seus cidadãos, na verdade se reveste esse mesmo Estado de características pagãs e ateístas que não são e nunca foram albergadas pelas Constituições brasileiras. A democracia nasce e se desenvolve a partir da pluralidade de idéias e opiniões, e não da ausência delas. É direito e garantia fundamental a livre expressão do pensamento, inclusive para a adequada formação das políticas públicas. Pretender calar os vários segmentos religiosos do país não apenas é antidemocrático e inconstitucional mas traduz comportamento revestido de profunda intolerância e prejudica gravemente a saudável convivência harmônica do todo social brasileiro." 
 Portanto, ESTADO LAICO SIM, MAS ATEU NÃO. Que Deus ilumine nossos governantes para que percebam esta diferença.
 Rev. Ageu Magalhães - Pastor Presbiteriano.

sábado, 29 de setembro de 2012

DEUS REMOVE E ESTABELECE REIS

“Disse Daniel: Seja bendito o nome de Deus, de eternidade a eternidade, porque dele é a sabedoria e o poder; é ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis; ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos inteligentes” (Daniel 2.20-21) “Todo político é corrupto” – é uma das frases mais ouvidas em época de eleições. Essa opinião, quase que geral, talvez seja o motivo mais forte do descrédito da maioria da população nos candidatos que se apresentam para representar o povo. Não temos dúvida de que há muitos políticos corruptos (possivelmente em número bem maior do que de fato temos conhecimento), mas, certamente, há também exceções. No texto acima, um dos jovens judeus levados cativos para a Babilônia, está diante do rei Nabucodonosor, que exige que os sábios da corte digam qual o seu sonho e a sua interpretação; caso não conseguissem, todos seriam mortos – essa era uma estratégia do rei: se eles pudessem narrar o sonho, decerto poderiam também interpretá-lo corretamente. Daniel, contado entre os sábios do reino da Babilônia, antes de satisfazer a exigência do rei, numa atitude de coragem, própria daqueles que amam e servem verdadeiramente ao SENHOR, primeiramente exalta ao Deus Todo Poderoso, a quem serve fielmente, dizendo: “Seja bendito o nome de Deus, de eternidade a eternidade”, e depois faz saber ao rei Nabucodonosor que “é Ele [Deus] quem remove reis e estabelece reis”. Em outras palavras, o mesmo Deus que colocara Nabucodonosor no trono também podia destroná-lo, como o fez mais tarde, pois todos os governantes do mundo estão sob a autoridade de Deus. Aqui há, certamente, uma grande lição para nós: mesmo se tratando de um rei ímpio, pagão, que não conhecia o SENHOR nem obedecia à Sua Lei, Daniel não se mostrou rebelde à sua autoridade, pois tinha plena consciência que a autoridade de Nabucodonosor, como rei, fora ordenada por Deus – “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus” (Rm 13.1a) Destarte, conquanto possamos apresentar uma quantidade considerável de argumentos contra os governantes em exercício, assim como contra os atuais aspirantes a cargos eletivos, é um fato inquestionável que “Deus, o Senhor Supremo e Rei de todo o mundo, para a sua glória e para o bem público, constituiu sobre o povo magistrados civis que lhe são sujeitos, e a este fim, os armou com o poder da espada para defesa e incentivo dos bons e castigo dos malfeitores” [CFW, Cap XXIII, I]. Para o apóstolo Paulo (Rm 13.1), “autoridades superiores” são “toda posição de autoridade civil sem considerar competência, moralidade, racionalidade ou qualquer outra condição” [Bíblia de Estudos MacArthur] A nossa palavra, portanto, é de exortação: mesmo sabendo que “a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp 3.20), onde também está a nossa verdadeira cidadania, em sujeição às autoridades constituídas, exerçamos a nossa cidadania terrestre, votando com consciência tranquila, sabendo, entretanto, que Deus está no controle de todas as coisas – é Ele quem remove reis e estabelece reis. Texto: Rev. Josimar Gonzaga – IP Parque Capibaribe em São Lourenço da Mata – PE.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Sete de setembro

Boa tarde brasileiros! Hoje
é 7 de setembro! Algumas pessoas dizem que não gosto do Brasil, outras dizem que nasci no lugar errado, mas o fato é: o Brasil é um país independente do colonizador, mas agora surrado e extorquido pelo Partido (alguns sabem a que me refiro). Meus irmãos cristãos, não vejo uma bandeira do Brasil pendurada na frente das casas, e se visse uma não acreditaria nesse patriotismo. Não acredito num povo que põe a raposa pra tomar conta do galinheiro e depois cai de joelhos no chão pedindo a Deus para que a raposa não coma as galinhas. Povo hipócrita! Não ponha um ladrão para tomar conta da sua fortuna, não permita que seu dinheiro suado seja utilizado para político gastar com jatinho e prostituta de luxo, com a compra de um judiciário corrupto e um legislativo ainda pior. Vote bem, vote certo, vote em oração, vote... e lembre que a culpa é sua, se 70% dos políticos são corruptos, é porque 70% da população também o é. Cristão, se esse país não é melhor, não se engane, a culpa é realmente SUA! Você vota num partido que legaliza o aborto, formaliza a prostituição, mata 50.000 brasileiros por ano em sua associação com o tráfico de drogas, mata milhares de brasileiros por falta de socorro e medicamentos, rouba comida da boca das crianças... você é cúmplice! "Mas se ergues da justiça a clava forte, verás que um filho teu não foge à luta, não teme, quem te adora, a própria morte, terra adorada..." Que lindo! Pena que era outro país, outro povo quando isso foi escrito. Deus tenha misericórdia da nossa grande nação! Abner Costa e Silva

terça-feira, 26 de junho de 2012

Separação entre igreja e estado ou entre fé e política?

O estado opera no universo político, pautado pelo que é benéfico, prático e oportuno. Mas este universo não é autônomo, não existe no vácuo e não possui dentro de si mesmo uma base para o estabelecimento de verdades norteadoras transcendentes. A igreja opera no universo da fé, pautada por aquilo que crê ser a verdade, e destarte seu universo engloba em de si o universo da política, pois é neste âmbito que operam os conceitos norteadores e as crenças transcendentes quanto à verdade, justiça, certo e errado, bem e mal. "A ética cristã dita que fé e política não se misturam!" Com essa frase, um líder religioso (que quase sempre tinha algo a dizer sobre política) expressava uma ideia corrente, mas que pode estar equivocada tanto do ponto de vista político quanto do religioso. O momento das eleições é propício para refletir sobre a possibilidade desse equívoco e assim compreender a relação ética entre as crenças religiosas e a vivência política, desde a simples condição de eleitores até a nobre carreira política (nobre porque as Escrituras Sagradas dizem que os nossos líderes políticos, para bem ou mal, são "ministros de Deus"! - Rm 13. 1-4). Talvez, um bom começo seja distinguir a separação crucial entre Igreja e Estado -- tão importante na vida pública e social de uma nação democrática moderna -- e o sofisma envolvido em uma suposta separação entre fé e política. Esse parece ser um passo necessário na busca de princípios éticos norteadores para o exercício da atividade política. Pensar em igreja e estado (no sentido moderno secular) é estabelecer uma relação de cunho primariamente institucional, colocando em um mesmo plano duas esferas de autoridade delimitadas por horizontes distintos: O estado é uma esfera soberana, ainda que não autônoma; sua obrigação institucional é para a sociedade em geral. Seu universo é a política e consiste daquilo que é benéfico, prático e oportuno para a sociedade que o constitui. A igreja como instituição -- e por extensão todas as instituições religiosas -- também representa uma esfera soberana nas relações humanas, cujo universo é o da fé, consistindo de crenças quanto às verdades transcendentes e de práticas consequentes. Sua obrigação é distinta da do estado, pois sua missão não é meramente uma de benefício, praticidade e oportunidade, mas, sim, de crença professada como verdade norteadora. Os dois âmbitos institucionais, ou seja, o estado e a igreja, devem ser mantidos distintos, ainda que marcados por certa reciprocidade. São esferas soberanas, como dizia o primeiro ministro holandês (e teólogo) Abraham Kuyper (1837-1920). Quando toma sobre si a responsabilidade de institucionalizar certas crenças, verdadeiras ou não, o estado usurpa de Deus a soberania sobre uma esfera que foge do seu escopo e do mandato divino (Rm 13.4). Semelhantemente, quando a igreja abandona a esfera que é sua de direito, quando deixa de proclamar suas crenças quanto ao que é a verdade e se coloca na posição de lutar em seu próprio benefício, pautada simplesmente pelo que é prático e oportuno, a igreja abre mão de sua verdadeira identidade e se transforma-se em uma monstruosidade. Aqueles que compõem a igreja como instituição compartilham um horizonte comum, delimitado por crenças particulares quanto às verdades transcendentes. Os que compõem um estado (seus cidadãos) também compartilham um horizonte comum, mas este é delimitado pela arbitragem das relações legais, sociais e econômicas e pela promoção do bem comum. A confusão nas relações estado e igreja, com seus horizontes distintos, deturpa tanto o estado como a igreja. A questão muda, no entanto, se disser respeito à relação entre fé e política. O âmbito político é o universo no qual o estado opera; o âmbito da fé é o universo dentro do qual as instituições religiosas, confessionais ou não, operam. Esse último é o universo cujos contornos são traçados por aquilo que é crido como sendo verdadeiro -- e vale lembrar que, a despeito do "inclusivismo" moderno, o conceito de verdade continua sendo, por natureza (e por definição), exclusivista. Nesse ponto, a relação deixa de ser horizontal e torna-se, então, hierárquica (veja Mt 22.21): O estado opera no universo político, pautado pelo que é benéfico, prático e oportuno. Mas esse universo não é autônomo, não existe no vácuo e não possui dentro de si mesmo uma base para o estabelecimento de verdades norteadoras, transcendentes. A igreja opera no universo da fé, pautada por aquilo que crê ser a verdade e, destarte, seu universo engloba o universo da política, pois é neste âmbito que operam os conceitos norteadores e as crenças transcendentes quanto à verdade, justiça, certo e errado, bem e mal. Tais afirmativas podem ser desconcertantes, mas não são difíceis de entender: A identificação daquilo que é prático e oportuno pode ser meramente política. Mas como é que se define, no âmbito estritamente político, o que é verdadeiramente benéfico? É aqui que o universo da fé fornece as crenças básicas quanto ao que é verdadeiro, justo, certo, e assim, se relaciona de forma hierárquica com o âmbito político. Negar as verdades e os valores transcendentes, abjurar terminantemente o âmbito da fé e afirmar a supremacia do universo social e político, são coisas do âmbito da fé! Para citar mais uma vez o estadista holandês: "Nenhuma estrutura política que não se baseie em específica concepção religiosa ou anti-religiosa torna-se dominante" (Stone Lectures, Princeton, 1898). Texto: Rev. Dr. Davi Charles Gomes. Saiba mais em coramdeo.com.br

terça-feira, 5 de junho de 2012

O Fenômeno do Arrepio

Nestes dias em que o mundo valoriza mais os sentidos do que a razão e em que a Igreja Evangélica aprecia mais as emoções do que o conhecimento, tenho observado um comportamento bastante comum nas igrejas, ao qual dei o nome de "fenômeno do arrepio". A situação é a seguinte: A pessoa passa a semana inteira longe dos caminhos do Senhor, seja por negligência ou por vida de evidente pecado. No domingo vai à Igreja e, no período de cânticos (erroneamente chamado "período de louvor", porque louvor deve ser encontrado em todo o período de culto) ela se emociona e sente um arrepio. Pronto. "Tive uma experiência com Deus", "Eu senti Deus me tocar", "o louvor foi uma bênção", conclui. Volta à sua semana de negligência e pecados, mas com a consciência anestesiada, pois a experiência do domingo mostrou que Deus está com ela. Isso tem acontecido. Não é difícil ver pessoas levantando as mãos nos cultos, chorando, se emocionando e, não raro, perceber que algumas destas não têm vida com Deus. Estão ali apenas em uma catarse espiritual. Deus não se agrada disto. Ele mostra em sua Palavra que o culto não é um momento à parte de nossa vida, mas que tem total ligação com ela. Jesus ensinou no Sermão do Monte: "Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta." (Mt 5.23,24). O que fazemos durante a semana tem total ligação com o culto comunitário. Este é o ápice, o momento alto de nossa adoração. E, se é o ápice, significa que a adoração não começa no domingo, mas ela vem de uma semana inteira de adoração, através de nossa obediência aos caminhos do Senhor. Romanos 12. 1: "Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional." Este apresentar é contínuo. Indica o nosso viver diário. Por meio do profeta Isaías Deus condenou o comportamento do povo que passava a semana pecando e depois ia se apresentar diante dEle, como se nada houvesse acontecido. Veja: "De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? —diz o SENHOR. Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais cevados e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes. Quando vindes para comparecer perante mim, quem vos requereu o só pisardes os meus átrios? Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniqüidade associada ao ajuntamento solene. As vossas Festas da Lua Nova e as vossas solenidades, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer. Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue. Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal. Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas." (Is 1.11-17) Voltanto ao arrepio, Deus quer de nós mais que isso, quer obediência. Se emoção fosse sinal de aprovação de Deus, grande parte da população estaria no seu momento mais santo quando vê a bandeira nacional sendo asteada ao som do Hino Nacional. Deus quer nosso coração. Deus quer submissão à sua vontade. Deus quer obediência. Temos a aprovação de Deus quando a nossa vida exala o bom perfume de Cristo (2Co 2.15); quando Deus olha para nós e, à semelhança de seu Filho, se compraz (Mt 3.17); quando olha para a sociedade e nos distingue como piedosos (Sl 4.3). Busquemos isto. Rev. Ageu Magalhães, Saiba mais em: www.resistenciaprotestante.blogspot.com

terça-feira, 17 de abril de 2012

10 erros do STF quanto ao aborto dos fetos anencéfalos



1. A decisão do STF fere o artigo 5º da Constituição Federal que considera inviolável o direito à vida.

2. A decisão viola o artigo 4º do Pacto de São José, tratado internacional sobre direitos fundamentais a que o Brasil aderiu, e que declara que a vida começa na concepção.

3. O princípio de que somente a vida com potencialidade deve ser protegida pelo Estado abriga o germe da Eutanásia.

4. A ideia de que seres com pouco potencial de vida ou com imperfeições graves podem ser abortados ressuscita os monstros da Eugenia, ideologia do século passado que motivou americanos e alemães (estes sob o comando de Hitler) a esterilizarem e matarem pessoas doentes ou com imperfeições físicas.

5. As leis do país consideram os direitos do nascituro. O Código Penal Brasileiro trata o aborto como crime:
- Art. 123 - Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após: Pena - detenção, de 2 (dois) a 6 (seis) anos.
- Art. 124 - Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque: Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos.
- Art. 125 - Provocar Aborto, sem o consentimento da gestante: Pena - reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos.
- Art. 126 - Provocar Aborto com o consentimento da gestante: Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos.
Parágrafo único - Aplica-se a pena do artigo anterior, se a gestante não é maior de 14 (quatorze) anos, ou é alienada ou débil mental, ou se o consentimento é obtido mediante fraude, grave ameaça ou violência.
- Art. 127 - As penas cominadas nos dois artigos anteriores são aumentadas de um terço, se, em conseqüência do aborto ou dos meios empregados para provocá-lo, a gestante sofre lesão corporal de natureza grave; e são duplicadas, se, por qualquer dessas causas, lhe sobrevém a morte.
- Art. 128 - Não se pune o Aborto praticado por médico:
I - se não há outro meio de salvar a vida da gestante;
II - se a gravidez resulta de estupro e o Aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal.

6. Especialistas da área da saúde defendem o direito à vida do anencéfalo, por não o considerarem um natimorto, mas uma criança com doença grave e carente de tratamento.

7. A decisão do STF obriga os médicos a quebrarem o juramento de sua profissão, pois o mesmo declara: “A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substãncia abortiva.” (Juramento de Hipócrates)

8. A Bíblia declara que Deus é o autor da vida e só Ele tem o direito de tirá-la (Gênesis 2.7; Êxodo 4.11; Jó 1.21; Salmo 139.13,14).

9. A Bíblia mostra que a vida no útero já é vida (Salmo 139.15,16; Jeremias 1.5; Lucas 1.39-45)

10. A Bíblia demonstra que a vida no útero tem propósito e objetivo (Salmo 139.16; Mateus 1.18-25)
Texto do Rev. Ageu Magalhães. Leia mais em www.resistenciaprotestante.blogspot.com

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

COMO VAI SER 2012?



Quando olho o atual cenário da igreja evangélica brasileira – estou usando o termo “evangélica” de maneira ampla – confesso que me sinto incapaz de prever o que vem pela frente. Há muitas e diferentes forças em operação em nosso meio hoje, boa parte delas conflitantes e opostas. Olho para frente e não consigo perceber um padrão, uma indicação que seja, do futuro da igreja.

Há, em primeiro lugar, o crescimento das seitas neopentecostais. Embora estatísticas recentes tenham apontado para uma queda na membresia de seitas como a Universal do Reino do Deus, outras estão surgindo no lugar, como na lenda grega da Hidra de Lerna, monstro de sete cabeças que se regeneravam quando cortadas. A enorme quantidade de adeptos destes movimentos que pregam prosperidade, cura, libertação e solução imediata para os problemas pessoais acaba moldando a imagem pública dos evangélicos e a percepção que o restante do Brasil tem de nós. Na África do Sul conheci uma seita que mistura pontos da fé cristã com pontos das religiões africanas, um sincretismo que acaba por tornar irreconhecível qualquer traço de cristianismo restante. Temo que a continuar o crescimento das seitas neopentecostais e seus desvios cada vez maiores do cristianismo histórico, poderemos ter uma nova religião sincrética no Brasil, uma seita que mistura traços de cristianismo com elementos de religiões afro-brasileiras, teologia da prosperidade e batalha espiritual em pouquíssimo tempo.

Depois há o movimento “gospel”, que recentemente mostrou sua popularidade ao ter o festival “Promessas” veiculado pela emissora de maior audiência do país. Não me preocupa tanto o fato de que a Rede Globo exibiu o show, mas a mensagem que foi passada ali. A teologia gospel confunde “adoração” com pregação, exalta o louvor como o principal elemento do culto público, anuncia um evangelho que não chama pecadores e crentes ao arrependimento e mudança de vida, que promete vitórias mediante o louvor e a declaração de frases de efeito e que ignora boa parte do que a Bíblia ensina sobre humildade, modéstia, sobriedade e separação do mundo. Para muitos jovens, os shows gospel viraram a única forma de culto que conhecem, com pouca Bíblia e quase nenhum discipulado. O impacto negativo da superficialidade deste movimento se fará sentir nesta próxima geração, especialmente na incapacidade de impedir a entrada de falsos ensinamentos e doutrinas erradas.

Em Brasília, temos os deputados e senadores evangélicos que, gostemos ou não, têm conseguido retardar e mesmo impedir as tentativas de grupos ativistas LGTB de impor leis como o famigerado PL 122. O lado preocupante é que eles “representam” os evangélicos nestes assuntos e acabam, por associação, nos representando de maneira generalizada diante do grande público e da grande mídia. Por um lado, lamento que foram líderes de seitas neopentecostais e pastores de teologia e práticas duvidosas, em sua maioria, que conseguiram alcançar uma posição de destaque a ponto de serem ouvidos em Brasília. Esta é uma posição que deveria ter sido ocupada pelos reformados, como aconteceu em outros países. Mas, falhamos. E a bem da justiça, não posso deixar de reconhecer que Deus usa quem Ele quer para refrear, ainda que por algum tempo, a rápida deterioração da nossa sociedade. O que isto representará no futuro, é incerto.

Notemos ainda o rápido crescimento do calvinismo, não nas igrejas históricas, mas fora delas, no meio pentecostal. Não são poucos os pentecostais que têm descoberto a teologia reformada – particularmente as doutrinas da graça, os cinco slogans (“solas”) e os chamados cinco pontos do calvinismo. Boa parte destes tem tentado preservar algumas idéias e práticas características do pentecostalismo, como a contemporaneidade dos dons de línguas, profecia e milagres e um culto mais informal, além de uma escatologia dispensacionalista. Outros têm entendido – corretamente – que a teologia reformada inevitavelmente cobra pedágio também nestas áreas e já passaram para a reforma completa. Mas o tipo de movimento, igrejas ou denominações resultantes desta surpreendente integração ainda não é previsível. O que existe de mais próximo é o movimento neocalvinista, mas este é por demais vinculado à cultura americana para ser reproduzido com sucesso aqui, sem adaptações. Estou curioso para ver o que vai dar este cruzamento de soteriologia calvinista com pneumatologia pentecostal.

O impacto das mídias sociais também não pode ser ignorado. E há também o número crescente de desigrejados, que aumenta na mesma proporção da apropriação das mídias sociais pelos evangélicos. Com a possibilidade de se ouvir sermões, fazer estudos e cursos de teologia online, além de bate-papo e discipulado pela internet, aumenta o número de pessoas que se dizem evangélicas mas que não se congregam em uma igreja local. São cristãos virtuais que “freqüentam” igrejas virtuais e têm comunhão virtual com pessoas que nunca realmente chegam a conhecer. Admito o benefício da tecnologia em favor do Reino. Eu mesmo sou professor há quinze anos de um curso de teologia online e sei a benção que pode ser. Mas, não há substituto para a igreja local, para a comunhão real com os santos, para a celebração da Ceia e do batismo, para a oração conjunta, para a leitura em uníssono das Escrituras e para a recitação em conjunto da oração do Pai Nosso, dos Dez Mandamentos. Isto não dá para fazer pela internet. Uma igreja virtual composta de desigrejados não será forte o suficiente em tempos de perseguição.

Eu poderia ainda mencionar a influência do liberalismo teológico, que tem aberto picadas nas igrejas históricas e pentecostais e a falta de maior rapidez e eficiência das igrejas históricas em retomar o crescimento numérico, aproveitando o momento extremamente oportuno no país. Afinal, o cristianismo tem experimentado um crescimento fenomenal no chamado Sul Global, do qual o Brasil faz parte.

Algumas coisas me ocorrem diante deste quadro, quando tento organizar minha cabeça e entender o que se passa.

1 – Historicamente, as igrejas cristãs em todos os lugares aqui neste mundo atravessaram períodos de grande confusão, aridez e decadência espiritual. Depois, ergueram-se e experimentaram períodos de grande efervescência e eficácia espiritual, chegando a mudar países. Pode ser que estejamos a caminho do fundo do poço, mas não perderemos a esperança. A promessa de Jesus quanto à Sua Igreja (Mateus 16:18) e a história dos avivamentos espirituais nos dão confiança.

2 – Apesar de toda a mistura de erro e verdade que testemunhamos na sincretização cada vez maior das igrejas, é inegável que Deus tem agido salvadoramente e não são poucos os que têm sido chamados das trevas para a luz, regenerados e justificados mediante a fé em Cristo Jesus, apesar das ênfases erradas, das distorções doutrinárias e da negligência das grandes doutrinas da graça. Ainda assim, parece que o Espírito Santo se compraz em usar o mínimo de verdade que encontra, mesmo em igrejas com pouca luz, na salvação dos eleitos. Não digo isto para justificar o erro. É apenas uma constatação da misericórdia de Deus e da nossa corrupção. Se a salvação fosse pela precisão doutrinária em todos os pontos da teologia cristã, nenhum de nós seria salvo.

3 – Deus sempre surpreende o Seu povo. É totalmente impossível antecipar as guinadas na história da Igreja. Muito menos, fazer com que aconteçam. Há fatores em operação que estão muito acima dos poderes humanos. Resta-nos ser fiéis à Palavra de Deus, pregar o Evangelho completo – expositivamente, de preferência – viver uma vida reta e santa, usar de todos os recursos lícitos para propagar o Reino e plantar igrejas bíblicas e orar para que nosso Deus em 2012 seja misericordioso com os seus eleitos, com a Sua igreja, com aqueles que Ele predestinou antes da fundação do mundo e soberanamente chamou pela Sua graça, pela pregação do Evangelho.
Rev. Dr. Augustus Nicodemus